O Governo está a ponderar prolongar o estado de alerta para além de segunda-feira, face à persistência da onda de calor e ao elevado risco de incêndio rural que continua a afetar grande parte do território nacional.
A possibilidade foi admitida pelo ministro da Administração Interna, que sublinhou que, apesar da previsão de uma descida das temperaturas máximas em algumas regiões, Portugal continuará a enfrentar vários dias de calor intenso, mantendo-se condições favoráveis à ocorrência e propagação de incêndios.
A decisão sobre a eventual manutenção do estado de alerta deverá ser tomada nos próximos dias, em função da evolução das previsões meteorológicas e da avaliação do risco efetuada pelas autoridades competentes.
Entretanto, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou para a possibilidade de ocorrência de trovoadas secas, um fenómeno particularmente preocupante nesta altura do ano por poder provocar ignições em zonas de vegetação seca, mesmo sem precipitação significativa.
As autoridades recordam que as elevadas temperaturas, associadas à baixa humidade do ar e ao vento, continuam a criar um cenário de elevado perigo de incêndio rural, apelando à população para que evite comportamentos de risco e cumpra as restrições em vigor.
O Governo declarou o estado de alerta em Portugal continental devido à onda de calor e ao agravamento do risco de incêndios, medida que permitiu reforçar os meios de prevenção e combate aos fogos, bem como aplicar um conjunto de restrições destinadas a reduzir o número de ignições.
Apesar da previsão de uma descida gradual das temperaturas em algumas regiões, as autoridades consideram que o perigo permanece elevado, razão pela qual a manutenção do estado de alerta continua “em cima da mesa”.



