A Associação de Pais da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa, lançou uma carta aberta dirigida ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação, à Assembleia da República e às restantes entidades responsáveis pelos exames nacionais, exigindo medidas que salvaguardem os alunos na sequência dos problemas registados no processo de classificação das provas.
A iniciativa surge depois de o Ministério da Educação ter sido obrigado a adiar a divulgação das classificações dos exames nacionais, remarcar a segunda fase e alterar o calendário inicialmente previsto, devido às dificuldades verificadas na nova plataforma digital utilizada para a correção das provas.
Na carta, os pais alertam que a situação está a provocar “ansiedade e incerteza” entre milhares de alunos e famílias, mas também prejuízos económicos significativos decorrentes do cancelamento ou remarcação de férias, viagens e alojamentos já contratados, bem como da necessidade de alterar planos familiares e profissionais.
Perante este cenário, as associações de pais reivindicam uma garantia formal de que nenhum aluno será prejudicado pelas falhas do sistema e defendem que seja ponderado o adiamento da segunda fase dos exames para setembro, caso tal se revele necessário para assegurar a normalidade do processo.
“Os alunos cumpriram a sua obrigação. Agora é o Estado que tem de cumprir a sua”, afirmam os subscritores da carta, considerando que cabe às entidades responsáveis devolver a confiança à comunidade educativa.
Este ano, pela primeira vez, cerca de 300 mil exames nacionais do ensino secundário foram digitalizados antes de serem distribuídos aos professores para classificação. No entanto, a plataforma informática utilizada para esse processo entrou em manutenção, impedindo os docentes de acederem às provas e comprometendo o calendário inicialmente estabelecido.
A situação motivou sucessivos ajustes nas datas de divulgação dos resultados e da segunda fase dos exames nacionais, gerando críticas de alunos, famílias e professores, que reclamam soluções rápidas para minimizar os impactos no acesso ao ensino superior e na organização das férias das famílias.



