Segundo um estudo da Iberinform, em junho, as insolvências declaradas aumentaram 17,1%, mas no conjunto do semestre registam uma ligeira descida (-0,7%). Já a criação de empresas mantém uma trajetória de desaceleração, com menos 5,6% de constituições face a 2025.
O mês de junho 2026 regista um aumento das insolvências declaradas, com 151 empresas insolventes, mais 22 face ao período homólogo de 2025 (+17%). Contudo, no total do semestre, as insolvências declaradas apresentam um ligeiro decréscimo de 0,7% face a 2025.
Por tipologia de ação, no global do semestre, as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas refletem um decréscimo de 7,6%, com 476 apresentações contra 512 no período homólogo de 2025. Por sua vez, as insolvências requeridas por terceiros registam um crescimento de 7,7%, equivalente a mais 30 processos face a 2025.
EM BRAGA E VIANA
Lisboa, Porto e Braga são os distritos que se destacam com os valores mais elevados de insolvências declaradas, totalizando 210, 178 e 118 processos, respetivamente.
Em termos de variação homóloga face a 2025, observa-se um decréscimo no Porto (-18%) e em Braga (-8,5%), contrastando com um acréscimo em Lisboa (+1,4%).
No decorrer do primeiro semestre, os distritos que evidenciam as maiores taxas de crescimento nas insolvências declaradas são: Madeira (+109%); Beja (+100%); Vila Real (+75%); Angra do Heroísmo (+50%); Viana do Castelo (+50%); Faro (+45%); Setúbal (+36%); Portalegre (+33%) e Évora (+25%). Os distritos que evidenciam os maiores decréscimos no número de insolvências declaradas são: Castelo Branco (-32%); Guarda (-29%) e Coimbra (-27%).
Por setores, no primeiro semestre de 2026, verifica-se um crescimento no número de insolvências declaradas nas áreas de: Telecomunicações (+50%); Hotelaria e Restauração (+26%) e Outros serviços (+7,2%). Os setores com decréscimos mais expressivos são: Indústria Extrativa (-100%); Agricultura, Caça e Pesca (-14%) e o Comércio por Grosso (-12%).
ENCERRAMENTOS CRESCEM
Os encerramentos de processos de insolvência em junho, à semelhança das insolvências declaradas, registam acréscimo face a 2025, embora de menor magnitude, com uma variação positiva de 14%. No acumulado do ano, o incremento é mais significativo e ascende a mais de 20%. Os encerramentos com plano de insolvência também apresentam aumento, com mais 37 planos face a 2025, correspondendo a uma variação positiva de 65%.
Os distritos do Porto, Lisboa e Braga destacam-se por registarem os valores mais elevados de insolvências encerradas, totalizando respetivamente: 326, 315 e 159 processos.
Comparativamente ao período homólogo de 2025, verifica-se um crescimento no Porto (+21%), em Lisboa (+13%) e em Braga (+15%).
NOVAS EMPRESAS DIMINUEM
No mês de junho de 2026, o número de constituições de empresas totalizou 3.086, evidenciando uma redução face às 3.657 registadas no período homólogo de 2025, o que corresponde a menos 571 empresas (-16%).
Em termos acumulados, observa-se igualmente uma trajetória descendente (-5,6%), verificando-se um decréscimo face aos níveis registados desde 2024. Até final do primeiro semestre deste ano, o total de novas empresas constituídas ascendia a 26.940.
O maior número de constituições de empresas regista-se nos distritos de Lisboa, com 8.257 novas empresas (-4,2% face a 2025), Porto, com 4.713 empresas (-4,1%), Setúbal, com 2.166 empresas (-3,9%) e Braga, com 2.112 (-4,3%).
No primeiro semestre deste ano, os distritos que evidenciam variações positivas na constituição de novas empresas são: Angra do Heroísmo (+9,2%); Vila Real (+3,2%); Coimbra (+1,9%) e Santarém (+0,8%).
Por sua vez, os distritos que registam as maiores variações negativas são: Évora (-23%), Madeira (-23%); Guarda (-20%); Ponta Delgada (-14%); Horta (-14%) e Viana do Castelo (-12%).
Até final de junho de 2026, observa-se um crescimento nas constituições apenas nos setores da Indústria Extrativa (+25%) e da Construção e Obras Públicas (+6,7%). Todos os restantes registam decréscimos, com os mais significativos das áreas de: Eletricidade, Gás e Água (-36%); Agricultura, Caça e Pesca (-33%); Telecomunicações (-23%); Transportes e Comércio a Retalho (ambos com decréscimo de 15%).



