O incêndio florestal que atingiu o município de Los Gallardos, em Almería, na região espanhola da Andaluzia, foi estabilizado após consumir cerca de sete mil hectares, anunciou o presidente do Governo Regional da Andaluzia, Juanma Moreno.
As condições meteorológicas favoráveis registadas durante a noite, nomeadamente os elevados níveis de humidade, permitiram às equipas de combate controlar a progressão das chamas e avançar para uma fase de estabilização do incêndio, que deflagrou na passada quinta-feira.
O fogo, considerado o pior incêndio da história recente da Andaluzia em número de vítimas mortais, provocou 12 mortos, todos na sequência da tentativa de fuga perante o avanço rápido das chamas. Muitas das vítimas eram cidadãos estrangeiros, numa zona que acolhe uma significativa comunidade internacional, sobretudo britânica.
Durante a noite, as equipas do Plano INFOCA — Plano de Emergência contra Incêndios Florestais da Andaluzia — e da Unidade Militar de Emergência (UME) mantiveram os trabalhos no terreno, dedicados à extinção de pequenos focos ativos, consolidação do perímetro de segurança e identificação de zonas críticas com recurso a drones.
As cerca de mil pessoas que foram retiradas das suas habitações devido ao avanço do incêndio deverão começar a regressar gradualmente às suas casas, depois de as autoridades avaliarem as condições de segurança das áreas afetadas.
Apesar da estabilização do fogo, permanecem em curso as operações de identificação das vítimas mortais e de verificação de eventuais desaparecidos. As autoridades explicam que o processo tem sido dificultado pelo facto de muitos familiares residirem no estrangeiro, tornando mais complexa a recolha de amostras necessárias para a identificação.
O Centro de Integração de Dados de Espanha confirmou que o trabalho de identificação continua em andamento, enquanto a Guarda Civil realiza novas buscas no terreno para garantir que não existem vítimas ainda por localizar.
Segundo a secretária-geral da Proteção Civil espanhola, Virginia Barcones, as autoridades já entraram em mais de 250 habitações para verificar se existiam pessoas no interior e irão realizar uma última operação de inspeção para assegurar que todos os locais foram devidamente verificados.
Na zona afetada continuam visíveis os vestígios da devastação provocada pelo incêndio, incluindo veículos destruídos pelas chamas e marcas da rápida progressão do fogo, que chegou a avançar a uma velocidade estimada de 100 metros por minuto em alguns pontos.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deverá visitar a área atingida na segunda-feira para acompanhar no terreno a dimensão dos danos e o trabalho desenvolvido pelas equipas de emergência.
[email protected] / Com Agências



