Segundo o município, a reunião permitiu consolidar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido entre a autarquia, a Secretaria de Estado do Ambiente, a APA e a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), com vista à concretização de uma intervenção estrutural na barra.
Ficou ainda acordada a realização de reuniões periódicas de acompanhamento para garantir o avanço do processo até à concretização da solução, considerada essencial para melhorar a segurança da navegação, proteger a atividade piscatória, salvaguardar pessoas e bens e potenciar a economia ligada ao mar.
Durante o encontro, a autarquia destacou a disponibilidade demonstrada pelo secretário de Estado do Ambiente para acompanhar o processo e acelerar a resolução de um problema que considera estrutural para o concelho. O município voltou também a defender uma atuação articulada na proteção do litoral, face aos fenómenos de erosão costeira.
No âmbito da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM), Carlos Silva defendeu igualmente a adoção da delimitação da Zona Ameaçada pelas Cheias (ZAC), resultante de um estudo hidrológico promovido pelo município, em substituição das atuais ARPSI.
A autarquia sustenta que esta delimitação assenta numa avaliação técnica mais rigorosa e atualizada da realidade local, refletindo com maior precisão os fenómenos hidrológicos e as dinâmicas territoriais do concelho.
No final da reunião, ficou assumido o compromisso de manter o diálogo técnico e institucional entre o município, o Governo e a APA, com o objetivo de encontrar soluções que conciliem a proteção ambiental com o desenvolvimento sustentável de Esposende.



