A Ryanair garante que os seus aviões são seguros, apesar de um passageiro ter sido parcialmente sugado para o exterior da aeronave. A conclusão preliminar da investigação aponta para “danos causados por objeto estranho” como causa do incidente.
O homem ficou com a cabeça e os ombros fora do avião. Svetlana Grković impediu que o marido caísse da aeronave, segurando-o pelas pernas e conseguindo puxá-lo para dentro com a ajuda de outros dois passageiros.
O incidente aconteceu num Boeing 737 operado pela Malta Air, subsidiária da Ryanair.
A mulher de Ljubiša Karović acusa a tripulação de não ter prestado a assistência necessária. Contudo, 10 dias depois, o diretor financeiro do grupo, Neil Sorahan, citado pelo The Guardian, garante que a tripulação fez um “trabalho fenomenal”.
“Todos, sem exceção, saíram da aeronave ilesos. Foi um trabalho excelente realizado pela tripulação de cabine e pelos pilotos”, afirma o responsável.
Neil Sorahan assegura ainda que a empresa “está em contacto constante” com a família da vítima desde o incidente, apesar de considerar que é “muito cedo” para discutir se a Ryanair deve indemnizar o casal.
A companhia aérea aguarda o resultado final da investigação “completa e independente” feita pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB).
De acordo com o The Guardian, o diretor financeiro garante que os passageiros não têm de se preocupar com a segurança nos aviões da Ryanair.
” Temos uma frota relativamente nova e estamos muito satisfeitos com a segurança e manutenção em todo o grupo (…). [Os Boeing 737] são provavelmente as aeronaves mais seguras já construídas. Têm manutenção rigorosa e tripulação muito bem treinada”, afirma.
OBJETO ESTRANHO
Nem a Administração Federal de Aviação (FAA) nem a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), que regulamentam a aviação nos EUA e na Europa, exigiram que a companhia aérea fizesse quaisquer alterações operacionais, acrescenta o responsável.
O CEO da Ryanair, Michael O’Leary, adiantou esta segunda-feira que a conclusão preliminar da investigação do NTSB sugere “danos causados por objeto estranho”, afastando que se deva ao tempo da aeronave ou condições de manutenção.
“Os indícios iniciais sugerem que parece ter sido um dano causado por um objeto estranho ao motor durante a descolagem em Salónica, mas não podemos afirmar isso com certeza”, afirma Michael O’Leary aos analistas após a divulgação dos resultados da companhia aérea para o segundo trimestre do ano.



