Portugal vai investir 3,9 mil milhões de euros na aquisição de três novas fragatas para a Marinha Portuguesa, no âmbito de um acordo bilateral celebrado com Itália e formalizado esta segunda-feira, em Roma. Os navios serão construídos pela empresa italiana Fincantieri e pertencem à classe FREMM EVO (Fragata Europeia Multi-Missão – Evolução).
De acordo com o Ministério da Defesa Nacional, a aquisição integra o programa europeu SAFE e representa um dos maiores investimentos de sempre na modernização das capacidades navais portuguesas.
As novas fragatas foram concebidas para responder aos desafios dos conflitos contemporâneos, estando equipadas com tecnologia de última geração para detetar e neutralizar ameaças como drones, mísseis e sistemas não tripulados. As embarcações poderão operar tanto em águas costeiras como em alto-mar, desempenhando missões de vigilância marítima, guerra antissubmarina, defesa aérea, proteção de forças navais e operações de segurança marítima.
Além da construção dos três navios, o contrato contempla um pacote de apoio logístico, transferência de tecnologia e todas as condições necessárias para assegurar a operação e manutenção das fragatas durante, pelo menos, 30 anos.
O acordo prevê igualmente a participação da indústria nacional no projeto, incluindo a incorporação de empresas portuguesas na cadeia de fornecimento e a revitalização do Arsenal do Alfeite, reforçando as capacidades industriais e tecnológicas do setor da defesa em Portugal.
Segundo o Ministério da Defesa, as primeiras unidades deverão ser entregues à Marinha Portuguesa entre 2029 e 2030, permitindo substituir gradualmente meios navais mais antigos e reforçar a capacidade de resposta do país em operações de defesa, segurança e missões internacionais no âmbito da NATO e da União Europeia.
Com esta aquisição, Portugal pretende reforçar a modernização da sua componente naval, dotando a Marinha de plataformas tecnologicamente avançadas e preparadas para responder às novas ameaças e aos desafios estratégicos das próximas décadas.



