O Santuário de Nossa Senhora da Peneda, na freguesia da Gavieira, concelho de Arcos de Valdevez, prepara-se para receber um dos momentos mais aguardados da edição de 2026 da sua tradicional romaria. O cantor Zé Amaro sobe ao palco no dia 4 de setembro, pelas 21h00, para um concerto que promete levar música e animação ao coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Conhecido como o “cowboy português”, Zé Amaro é uma das figuras mais populares da música ligeira nacional, com um estilo marcado por influências country e pela proximidade com o público. A atuação integra o programa cultural da Romaria de Nossa Senhora da Peneda, uma das manifestações religiosas e culturais mais emblemáticas do Alto Minho.
A romaria decorre anualmente entre os dias 31 de agosto e 8 de setembro, reunindo milhares de peregrinos portugueses e galegos num encontro que combina fé, tradição e cultura popular. O evento secular é reconhecido pela forte ligação transfronteiriça e pela preservação de costumes ancestrais da região.
Durante os dias de celebração, o santuário recebe diversas cerimónias religiosas, incluindo missas e procissões, muitas delas celebradas em português e galego, refletindo a ligação histórica entre as comunidades dos dois lados da fronteira.
Além da dimensão religiosa, a Romaria da Senhora da Peneda destaca-se pelas manifestações culturais que integram a identidade minhota, como a tradicional bênção das concertinas e das gaitas de foles, momentos que atraem participantes e visitantes de várias localidades.
Depois do concerto de Zé Amaro, a programação da romaria prossegue com outros momentos de grande simbolismo. O dia 5 de setembro será dedicado aos romeiros espanhóis, reforçando a dimensão internacional da celebração, enquanto o dia 6 de setembro assume particular importância como o dia principal da festa, com especial destaque para o folclore e as tradições regionais.
A presença de Zé Amaro promete assim acrescentar um momento de grande animação ao programa da Romaria de Nossa Senhora da Peneda 2026, numa celebração que continua a afirmar-se como uma das mais importantes manifestações religiosas e culturais do Minho.




