A Polícia Judiciária (PJ) deteve, fora de flagrante delito, a presumível autora de três incêndios florestais ocorridos este mês na freguesia de Ourilhe, no concelho de Celorico de Basto, distrito de Braga.
De acordo com o Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ, os incêndios terão ocorrido nos dias 1, 17 e 23 de julho, tendo sido desenvolvidas diligências de investigação que permitiram reunir “prova indiciária forte” contra a suspeita.
A investigação, realizada com a colaboração do Grupo de Trabalho de Redução de Ignições – Norte Litoral e da Guarda Nacional Republicana (GNR), concluiu que os fogos terão sido iniciados através de chama direta, com recurso a um isqueiro e também à utilização de velas.
Segundo a autoridade policial, os locais escolhidos para as ignições apresentavam condições favoráveis à propagação do fogo para a área florestal envolvente, criando “risco acentuado” para a floresta, terrenos agrícolas e várias habitações existentes nas proximidades.
Incêndios ocorreram em dias de elevado risco
A PJ refere que as ignições aconteceram durante o dia e início da noite, em períodos caracterizados por temperaturas elevadas, tempo seco e vento, condições meteorológicas que potenciam uma rápida evolução dos incêndios rurais.
A suspeita, uma mulher de 49 anos, residente na freguesia onde ocorreram os incêndios, terá agido por “motivos do foro pessoal”, sabendo, segundo a PJ, que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo para a natureza, populações e bens de terceiros.
Após a detenção, a arguida foi presente à autoridade judiciária competente para o primeiro interrogatório judicial.
Na sequência dessa diligência, foi aplicada a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
A Polícia Judiciária reforça, neste contexto, a importância da denúncia e da colaboração da população no combate ao fenómeno dos incêndios rurais, sobretudo durante períodos de maior risco meteorológico.



