O Exército Português reforçou o dispositivo de vigilância e patrulhamento nas zonas de maior risco de incêndio florestal, aumentando o número de militares destacados para ações de prevenção e deteção precoce de ignições em todo o território nacional.
A medida surge numa altura em que Portugal atravessa um período de temperaturas elevadas e de risco muito elevado ou máximo de incêndio em grande parte do país, levando ao reforço das operações de vigilância em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
As patrulhas militares percorrem rotas estrategicamente definidas em áreas consideradas mais vulneráveis, operando em horários rotativos e mantendo uma vigilância permanente sobre a floresta. O objetivo é identificar rapidamente qualquer foco de incêndio e comunicar de imediato a sua localização, permitindo uma resposta mais célere dos meios de combate.
Segundo o Exército, este patrulhamento constitui uma extensão móvel da rede nacional de vigilância e deteção de incêndios rurais, complementando os postos de vigia e os restantes sistemas de monitorização existentes.
Para além da componente preventiva, o ramo das Forças Armadas mantém igualmente disponíveis unidades de apoio às operações de combate e de rescaldo, que podem ser acionadas sempre que solicitado pelas autoridades de proteção civil.
Atualmente, o Exército tem cerca de 2.000 militares empenhados em ações de patrulhamento por todo o país, integrando o dispositivo nacional de prevenção e combate aos incêndios rurais.
As autoridades continuam a apelar à população para que adote comportamentos responsáveis durante o período de maior perigo de incêndio, evitando qualquer atividade suscetível de provocar ignições e respeitando as restrições em vigor nas zonas florestais.



