O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) rejeitou as críticas à reorganização da emergência médica pré-hospitalar, garantindo que as alterações previstas não representam qualquer desmantelamento do sistema nem a retirada de uma centena de ambulâncias do dispositivo operacional.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, o INEM responde à contestação manifestada por trabalhadores e estruturas sindicais, na sequência da transferência da gestão das Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) para as Unidades Locais de Saúde (ULS) e da transformação das atuais ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) em viaturas ligeiras.
As mudanças motivaram fortes críticas por parte dos profissionais, tendo sido admitida a possibilidade de avançar para formas de luta, incluindo uma greve.
Perante essas acusações, o instituto assegura que “não está em causa qualquer desmantelamento do dispositivo nacional de emergência médica” nem “qualquer redução da capacidade de resposta do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM)”.
O INEM defende que a reorganização visa reforçar a articulação entre a emergência pré-hospitalar e os hospitais, promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos disponíveis e assegurando uma resposta “mais rápida, diferenciada e segura” aos cidadãos.
O instituto sustenta ainda que a reforma pretende melhorar o funcionamento do sistema de emergência médica, sem comprometer a capacidade de resposta às situações de urgência.



