O incêndio que deflagrou ao final da manhã desta segunda-feira na zona de Cisão, em Barros, no concelho de Vila Verde, continua a mobilizar um forte dispositivo de combate, envolvendo 155 bombeiros, apoiados por 41 veículos terrestres e três meios aéreos. Estes últimos vão desmobilizar com a chegada da noite.
O alerta para o incêndio foi dado às 11h53, numa área de mato e floresta, tendo o dispositivo sido progressivamente reforçado ao longo da tarde face à evolução das chamas.
Segundo a informação operacional disponível, não existem, para já, habitações, pessoas ou animais em perigo, concentrando-se os esforços dos operacionais na contenção das diferentes frentes do incêndio.
A situação que mais preocupa as autoridades é uma das frentes de fogo que evolui na direção de Aboim da Nóbrega, devido às características do terreno e à possibilidade de alteração das condições meteorológicas, nomeadamente da intensidade e direção do vento ao final da tarde.
Os bombeiros continuam a desenvolver um trabalho intenso de ataque às chamas, apoiados pelos meios aéreos, numa tentativa de evitar a propagação do incêndio para novas áreas florestais.
Mais de 900 operacionais combatem incêndios em vários pontos do país
O incêndio de Barros integra um conjunto de ocorrências que colocaram esta segunda-feira em elevada pressão os meios de proteção civil em Portugal continental.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mais de 900 operacionais encontram-se empenhados no combate a incêndios ativos em vários distritos, com especial incidência na Guarda, Bragança, Aveiro, Penafiel e Santarém.
Na Guarda, o incêndio que mobiliza mais meios registava, ao final da tarde, 258 operacionais, 68 viaturas e nove meios aéreos, mantendo uma frente ativa entre Rochoso e Cerdeira do Côa.
Em Bragança, o fogo na zona de Deilão era combatido por 186 operacionais, apoiados por 60 viaturas e quatro meios aéreos, enquanto em Almeirim estavam mobilizados 205 bombeiros, 59 veículos e três aeronaves.
Em Aveiro, um incêndio em Mamodeiro levou ao corte da Autoestrada A1, entre os nós da Mealhada e Albergaria, devido à proximidade das chamas. As autoridades admitem a possibilidade de fogo posto, uma vez que têm sido registadas várias ignições na mesma zona nas últimas semanas.
Também em Penafiel, um incêndio mantinha duas frentes ativas, obrigando ao corte da Estrada Municipal 589, sem que tenham sido registados feridos ou evacuadas povoações.
Enquanto prosseguem as operações de combate, as autoridades apelam à população para evitar deslocações às zonas afetadas, facilitar o acesso dos meios de socorro e cumprir todas as recomendações de prevenção numa altura em que o país continua sob condições meteorológicas favoráveis à propagação de incêndios rurais.



