Uma extensa nuvem de fumo provocada pelo incêndio rural que deflagrou na zona de Cisão, em Barros, começou ao final da tarde desta segunda-feira a cobrir várias zonas do concelho de Vila Verde, tornando-se visível a vários quilómetros de distância.
O incêndio, que teve o alerta dado às 11h53, continua ativo numa área de mato e floresta, mantendo mobilizado um forte dispositivo de combate.
Segundo os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), encontram-se no terreno 175 operacionais, apoiados por 47 veículos terrestres e três meios aéreos, que deverão abandonar as operações ao início da noite devido às limitações impostas pela falta de visibilidade.
Apesar da intensidade do incêndio e da dimensão da coluna de fumo, não há, para já, registo de habitações, pessoas ou animais em perigo. Ainda assim, uma das frentes do incêndio continua a ser acompanhada com especial atenção por evoluir na direção de Aboim da Nóbrega, aproximando-se de zonas habitacionais.
Ao longo da tarde, o dispositivo de combate foi sucessivamente reforçado, procurando travar a progressão das chamas numa área de difícil acesso e com vegetação densa, fatores que têm dificultado o trabalho dos bombeiros.
A evolução do incêndio continua também condicionada pelas condições meteorológicas, nomeadamente pela possibilidade de alterações na intensidade e direção do vento ao final do dia, situação que poderá influenciar o comportamento das chamas.
A densa nuvem de fumo, visível em vários pontos do concelho, levou a uma degradação da qualidade do ar nas áreas mais próximas do incêndio. As autoridades recomendam à população que evite a exposição prolongada ao fumo, especialmente crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios, e apelam para que não se desloquem para a zona do incêndio, permitindo o acesso e a circulação dos meios de socorro.
As operações de combate prosseguem durante a noite, numa tentativa de dominar as frentes ativas e impedir a propagação do incêndio para novas áreas florestais.



