O incêndio rural que deflagrou nos concelhos da Guarda e de Almeida continua a mobilizar um elevado dispositivo de combate, obrigando ao corte da circulação na Autoestrada A25 e na Estrada Nacional 16 (EN16) devido à proximidade das chamas e às condições de segurança.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 13h00 encontravam-se no terreno 401 operacionais, apoiados por 121 veículos e cinco meios aéreos, cuja intervenção só foi possível após a dissipação do intenso fumo que, durante a manhã, condicionou as operações aéreas.
Durante o combate às chamas, cinco bombeiros sofreram ferimentos ligeiros, tendo recebido assistência médica. Todos tiveram alta hospitalar e encontram-se já nas respetivas residências.
De acordo com o segundo-comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela, Marco Lucas, o incêndio mantém três frentes ativas.
A situação mais preocupante verifica-se na frente que progride em direção à localidade de Cabreira, no concelho de Almeida, embora o responsável considere que o trabalho desenvolvido pelos operacionais tem permitido limitar a evolução das chamas.
Na localidade da Castanheira, no concelho da Guarda, o combate decorre de forma favorável, enquanto a frente da Rabaça, também no concelho da Guarda, continua a apresentar maiores dificuldades devido ao terreno acidentado e às zonas de difícil acesso, fatores que complicam a intervenção dos meios terrestres.
As autoridades esperam que o reforço dos meios aéreos contribua para travar a progressão do incêndio nesta última frente. No entanto, admitem que o aumento da intensidade do vento previsto para as próximas horas poderá agravar o comportamento do fogo e dificultar as operações de combate.
A Proteção Civil mantém o apelo à população para que respeite os perímetros de segurança estabelecidos pelas autoridades e evite deslocações para as zonas afetadas, permitindo o trabalho dos operacionais empenhados no combate às chamas.



