Segundo o acórdão, citado pelo jornal O Minho, Leonel Pinto, de 31 anos, natural de Vila Nova de Famalicão, foi condenado, em cúmulo jurídico, a cinco anos e 10 meses de prisão pelos crimes de tráfico de estupefacientes agravado e posse de arma proibida. Já Alfredo Monteiro, de 35 anos, de Santo Tirso, que se encontrava preso à ordem de outro processo, foi condenado a seis anos de prisão.
O coletivo de juízes absolveu ainda uma mulher de 36 anos, ex-companheira de Alfredo Monteiro, por considerar que não ficou provado que tivesse conhecimento da introdução de droga no estabelecimento prisional.
O Minho acrescenta que, de acordo com os factos dados como provados, em novembro de 2024, Leonel Pinto e a mulher deslocaram-se ao Estabelecimento Prisional de Braga para visitar Alfredo Monteiro. Durante a visita, Leonel entregou-lhe, de forma dissimulada, dois pedaços de canábis e 11 pedras de cocaína, que o recluso escondeu no interior dos boxers.
Antes de regressar ao pavilhão prisional, Alfredo Monteiro foi sujeito a uma revista, tendo sido detetadas na sua posse 3,561 gramas de resina de canábis, correspondentes a 14 doses individuais, e 1,357 gramas de cocaína, equivalentes a cinco doses.
A investigação permitiu ainda apurar que, em maio de 2025, a Polícia Judiciária de Braga intercetou Leonel Pinto na posse de mais haxixe, várias munições e um aerossol de defesa.
O tribunal teve ainda em conta os antecedentes criminais dos dois arguidos, ambos já anteriormente condenados por vários crimes, incluindo tráfico de estupefacientes.



