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A importância das condições de trabalho

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Hoje vivemos numa sociedade competitiva onde as empresas, como é natural, são forçadas a um jogo de cintura que lhes permitam atingir objetivos e manter-se à tona na luta por determinado segmento de mercado. A vontade de apresentar lucros é constante o que, a meu ver, é uma ambição legítima. Afinal de contas, uma empresa só tem condições para sobreviver se tiver lucros consistentes, ou pelo menos, não sofrer prejuízos que a conduzam, com o acumular dos anos, à sua insolvência. Ao contrário dos marxistas, não vejo os lucros como uma coisa negativa que resulta meramente da exploração dos trabalhadores mas sim como o resultado das empresas serem eficientes e conseguirem vender um produto que para o consumidor vale mais do que aquilo que a empresa gastou a produzi-lo. 

Há, porém, na sociedade e nas empresas um espírito cada vez mais competitivo que leva a que muitas vezes se esqueça que os trabalhadores são homens e mulheres como quaisquer outros. Infelizmente, não raras vezes, alguns destes aspetos são esquecidos pelas chefias, ora as que estão mais acima nas organizações, ora as de níveis mais intermédios que, pensando quase exclusivamente no seu umbigo, relegam os seus funcionários para um plano inferior, sentindo que deles tudo podem fazer e a quem tudo podem dizer só porque estão perante alguém que deles depende.

Há uma grande diferença entre os líderes e os chefes. Os primeiros adquirem o respeito das suas equipas através do exemplo, pautando a sua ação com humanidade e com sentido de justiça. Os segundos acham que impõem esse respeito pelo apontar do dedo, pela agressividade, pela manipulação ou ameaça. Condeno estes últimos. Os manipuladores. Os que se esquecem, muitas vezes, de uma palavra de agradecimento àqueles que lutam por fazer melhor no dia a dia e manter acesa a chama da empresa. Condeno os que são incapazes de louvar um trabalho bem feito, que renegam uma segunda oportunidade ao funcionário que falha, os que acham que a empresa está acima da saúde do empregado, os que não são capazes de alterar ou melhorar um posto de trabalho mesmo sabendo que, por isso, os funcionários serão assolados por dores, daquelas que não matam mas, mesmo assim, moem. As mesmas dores que impedem o trabalhador de pegar no filho ao colo quando chega a casa ou que o vão arrastar para uma consulta médica a suplicar por uma baixa.

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É impressionante a quantidade de gente devastada porque todos os dias acorda para trabalhar numa espécie de inferno remunerado. É pena que haja muitos que por serem chefes não sabem ser bons líderes e perdem a capacidade de conciliar a exigência e o rigor com valores como a humanidade e compreensão que tanta falta fazem no mundo laboral e não só. Felizmente, não são todos iguais!

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