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A terceira vaga é responsabilidade dos políticos e dos cidadãos

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Estamos em pleno pico da pandemia. Ainda é cedo para balanços finais, mas um balanço intermédio já é possível fazer.

A questão que se nos coloca é saber como se atingiu um tão elevado número de casos, internamentos e óbitos. Nesta altura já parece óbvio que são dois os motivos estruturantes.

O primeiro, tem a ver com as (não) decisões políticas e os comportamentos por altura do Natal e do Ano Novo. O segundo, prende-se com a muito maior contagiosidade das novas estirpes, em particular da variante inglesa. Quanto a esta, depois de ter entrado no território nacional, muito pouco dependia de nós. Já quanto ao primeiro motivo, as coisas são diferentes.

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Será que algum político, no governo ou na oposição, está isento de responsabilidades?

Não me parece. Ao arrepio das previsões preocupantes dos cientistas, todos os partidos, sem excepção, diziam que era necessário aliviar as medidas para que pudéssemos festejar em família, embora com cautelas adicionais. Até o Presidente da República alinhou e alimentou esse discurso. Aliás, chegou mesmo a anunciar que almoçaria e jantaria com núcleos familiares diferentes no dia anterior e no próprio dia de Consoada, recuando apenas depois de críticas públicas de especialistas.

Claro que o facto de todos terem alinhado pelo mesmo diapasão não retira a responsabilidade maior de quem tem de governar. E essa responsabilidade é, em primeira instância, de António Costa que já assumiu de alguma forma o erro. Todavia, a sua oposição não tem grande autoridade moral para o criticar, já que na altura não propuseram o aperto das regras, coisa que nem seria original já que em vários países essa tinha sido a opção.

E será que as responsabilidades se circunscrevem aos políticos?

Não. Nós enquanto cidadãos temos responsabilidades também. E muitas!

Lembro que os especialistas, e os políticos também, nos alertaram para a necessidade de termos alguns cuidados, apesar das medidas menos restritivas.

Estou em crer que a maioria de nós facilitou nesse período. Uns mais do que outros, mas quase ninguém está inocente neste processo: quer tenha sido o facto de se ir às compras de Natal sem necessidade, o levar uma prenda a alguém, um almoço ou jantar com mais alguém do que o habitual no dia a dia, um café com um amigo,…

Posso estar enganado, mas creio que muito poucos portugueses poderão dizer que fizeram com rigor tudo o que deviam.

O resultado, das (não) decisões dos políticos e da falta de rigor no comportamento de todos nós, trouxe-nos a isto que estamos a viver.

Seguir a máxima popular de que “cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém” deve ser a palavra de ordem em algumas circunstâncias.

Vivemos uma situação angustiante, mas a partir daqui ela só pode melhorar. 

O confinamento apertado que vivemos, a vacinação em marcha e o conhecimento que já temos todos da pandemia, levar-nos-á, necessariamente, a águas mais calmas.

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