Sem oposição, Eduardo Rodrigues avança para presidência da Junta de Freguesia de Aboim da Nóbrega e Gondomar pelo PSD. Com a eleição garantida, o eleito como independente e agora líder da candidatura faz um esclarecimento sobre a ‘mudança’ para os social-democratas.
«Isto não é uma mudança de convicções, muito menos uma troca de interesses. Até porque esta sempre foi a minha cor. É, acima de tudo, um reconhecimento a quem, ao longo dos últimos quatro anos, nos tratou com respeito, seriedade e compromisso. Fomos independentes, sim. Mas nunca estivemos sozinhos», refere, numa comunicação à população.
Há quatro anos, «não era candidato a presidente. Fiz parte de uma lista independente, composta por pessoas com vontade de trabalhar, sem partidos, sem cores, apenas com um objetivo: o bem da nossa comunidade».
Na sua ótica, «hoje, a realidade é diferente. Apresento-me como candidato a presidente de junta, com a mesma dedicação de sempre, mas agora com o apoio do Partido Social Democrata. E sei que, para alguns, esta escolha pode levantar dúvidas. Escrevo por isso, para que ninguém fique sem resposta».
Esclarece: «Sempre que a freguesia precisou, a Câmara Municipal esteve presente. Sempre que apresentámos uma necessidade, tivemos respostas rápidas, eficientes e honestas. Foram estabelecidos protocolos, promovidos apoios, lançados projetos em conjunto. Criou-se um espírito de colaboração que pôs a nossa terra acima de qualquer diferença política».
Ciente de que «a Presidente da Câmara de Vila Verde nunca nos olhou como adversários; antes, viu-nos, sempre, como parceiros», diz que «faz toda a diferença. Porque em política, como na vida, são as atitudes que revelam o carácter. É por isso que, com total consciência e serenidade, decidi caminhar ao lado de quem esteve sempre ao lado da nossa freguesia. Não por conveniência, mas por coerência. Porque acredito que esta parceria pode continuar a dar frutos. Porque acredito que, juntos, podemos fazer mais e melhor».
Finaliza, garantindo que a candidatura «não muda aquilo que sou. É uma candidatura de proximidade, de escuta e de trabalho sério. Por e para as pessoas. Agora com mais ferramentas, mais apoio e mais força para fazer acontecer. A política não deve ser feita de trincheiras. Faz-se com pontes. E eu escolhi continuar a construir pontes para o futuro da nossa terra».



