Há um homem, suspeito de ter ateado o fogo que lavra desde a manhã em Seia retido no Posto Territorial da GNR local, disse à Lusa fonte da corporação.
O suspeito ainda não foi formalmente detido, uma vez que teve de ser contactada “a Polícia Judiciária por se poder tratar de crime doloso”.
Os crimes dolosos de incêndio florestal são da competência da PJ, sendo as detenções efetuadas por esta polícia.
MOBILIZAÇÃO
Mais de 500 operacionais, apoiados por 151 viaturas e 12 meios aéreos, combatem este sábado um incêndio que deflagrou próximo Sandomil, no concelho de Seia, distrito da Guarda, segundo a Proteção Civil.
Estes eram os dados disponíveis pelas 17:30. O dispositivo necessário para o combate tem vindo a aumentar ao longo das últimas horas.
A equipa da CNN Portugal no local dava conta que em Catraia de São Romão são as pessoas e GNR quem está a combater as chamas com baldes. Aqui, as chamas estavam próximas de uma oficina e de algumas habitações.
A principal dificuldade é o vento que tem mudado por várias vezes de direção, levando a reacendimentos. Há duas frentes ativas.
Fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra da Estrela disse à Lusa que a prioridade dos operacionais envolvidos no combate ao incêndio é a proteção das habitações devido à intensidade do vento que atinge rajadas de 40 quilómetros por hora.
Não há localidades evacuadas, mas a Câmara Municipal de Seia dá conta, através das redes sociais, que a orientação é para confinamento em todas as localidades da área afetada pelo fogo.



