A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho está a acolher a 5.ª Reunião Transnacional do projeto europeu CIBUS – Cutting Food Loss and Waste in Europe, iniciativa que reúne cerca de três dezenas de participantes de oito países europeus para debater soluções inovadoras de combate ao desperdício alimentar.
O encontro decorre no Alto Minho e integra uma rede europeia dedicada à redução das perdas alimentares ao longo de toda a cadeia, desde a produção até ao consumo.
A sessão de abertura contou com a presença do presidente da CIM Alto Minho, António Barbosa, e do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Luís Nobre.
Em comunicado, António Barbosa sublinhou que o Alto Minho pretende afirmar-se “como um território ativo na construção de soluções para desafios globais como o desperdício alimentar”, destacando a importância da cooperação europeia e da partilha de conhecimento.
Ao longo dos trabalhos, a região apresenta várias experiências desenvolvidas no terreno, desde metodologias de “food design thinking” até projetos em contexto educativo, social e institucional.
Entre os exemplos em destaque estão iniciativas da Escola de Hotelaria e Turismo de Viana do Castelo, relacionadas com a integração da redução do desperdício alimentar na formação, o trabalho do Banco Alimentar na redistribuição de excedentes e o projeto “Viana Abraça”, ligado à gestão e valorização de resíduos.
No segundo dia do encontro, os participantes visitam os concelhos de Valença e Ponte de Lima, numa vertente prática destinada a dar a conhecer iniciativas locais.
Em Valença, o programa inclui um almoço de trabalho na Escola Básica e Secundária de Muralhas do Minho, centrado em estratégias de prevenção do desperdício alimentar em cantinas escolares.
Já em Ponte de Lima, os especialistas deslocam-se ao Centro Educativo da Facha, onde serão apresentadas boas práticas ligadas à educação alimentar e à redução do desperdício junto da comunidade escolar.
Segundo a CIM Alto Minho, o projeto CIBUS decorre entre abril de 2024 e junho de 2028, envolvendo parceiros da Bulgária, Chipre, Portugal, Dinamarca, Roménia, Finlândia, Irlanda e Bélgica, com financiamento do programa Interreg Europe.
Com um orçamento superior a 2,1 milhões de euros, a iniciativa pretende contribuir para políticas públicas e soluções inovadoras orientadas para sistemas alimentares mais sustentáveis e eficientes.



