FREIRIZ (Vila Verde): Amélia Gomes celebrou 101 anos …e não abdica de umas “papas de sarrabulho” de Ponte de Lima

FREIRIZ (Vila Verde):
Amélia Gomes celebrou 101 anos …e não abdica de umas “papas de sarrabulho” de Ponte de Lima

Foi em ambiente de festa, com o carinho de familiares e amigos, que Amélia Gomes celebrou, esta tarde, os seus 101 anos, no “hotel de 5 estrelas”, o Centro Social de Freiriz, Vila Verde. Natural do Porto, onde nasceu a 17 de Fevereiro de 1918, Amélia Gomes casou tardiamente (aos 34 anos) com um professor de matemática sete anos mais velho. Optaram por não ter filhos, mas esta modista de antigamente tem à sua volta “o carinho dos amigos”.

Com o peso dos 101 anos, apenas o desgaste nas ancas e joelhos a tem incomodado. De resto, é “saudável”. Não toma qualquer medicação específica, apenas “o normal” para um ser humano comum acometido de uma gripe, uma constipação, ou até uma dor de cabeça.

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Amélia Gomes – que chegou a estar emigrada em África e que conheceu, mais tarde, países como a União Soviética, Brasil e outros países da Europa – escolheu, há seis anos, o Centro Social de Freiriz, Vila Verde, para “descansar e ter companhia”.

«Este é um momento especial para o Centro Social de Freiriz, pois também é uma celebração para todos nós», avança o presidente do organismo, o padre José Fernandes. A instituição acolhe, em Lar, 43 idosos, dá apoio domiciliário a 41 pessoas e a creche dinamiza 35 crianças.

PAPAS DE SARRABULHO

Amélia Gomes é mais um membro «importante da comunidade». Apesar dos problemas de audição e das inoportunas dores de joelhos, gosta de passear e de comer bem. «Come de tudo», conta um amigo da família, o médico portuense Falcão Coutinho, que conta a estória de um passeio a Ponte de Lima, «há dois anos atrás. Fomos comer sarrabulho e ela comeu de tudo. Ainda lhe perguntaram se queria mais alguma coisa e ela respondeu sempre que sim».

No dia seguinte, uma amiga ligou e soube que estava meio queixosa. Ao falar com ela, deu conta de que deveria ter comido menos um pouco, ao que ela respondeu que não era das papas de sarrabulho, mas sim das dores nos joelhos!».

Ainda hoje, quando questionada se queria voltar a comer papas de sarrabulho, foi taxativa: claro que sim!».

Para desgastar algumas calorias, a festa de aniversário contou com a participação do consagrado músico vilaverdense Sérgio Mirra, acompanhado de Luís Pinho.

ovilaverdense@gmail.com

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