O mercado de arrendamento em Portugal registou um abrandamento no ritmo de crescimento, com as rendas a subirem apenas 0,9% em dezembro face ao mesmo mês do ano anterior. Ainda assim, os preços continuam elevados, com o custo médio de arrendar casa a fixar-se nos 16,4 euros por metro quadrado, segundo o índice de preços do idealista.
Apesar da tendência de desaceleração a nível nacional, os distritos de Braga e de Viana do Castelo continuam a evidenciar uma pressão significativa sobre os valores do arrendamento, contrariando o comportamento mais moderado observado noutras zonas do país.
Braga e Viana do Castelo entre os destaques do Norte
No distrito de Viana do Castelo, as rendas subiram 12,1% ao longo do último ano, uma das maiores variações registadas em todo o território nacional, apenas superada pela ilha de São Miguel, nos Açores. O preço médio situa-se agora nos 9,4 euros/m2, mantendo o distrito fora do grupo dos mais caros, mas com uma trajetória de crescimento expressiva.
Já o distrito de Braga registou uma subida anual de 8,9%, com o valor médio de arrendamento a atingir os 10,3 euros/m2, colocando-o entre os mercados que já ultrapassam a barreira dos 10 euros por metro quadrado. Este crescimento reflete a crescente procura habitacional na região, impulsionada pela dinâmica económica e pela proximidade a áreas metropolitanas.
Curiosamente, estes aumentos contrastam com o desempenho global da região Norte, que foi a única do país a registar uma descida anual das rendas (-1,1%), muito influenciada pela quebra verificada no distrito e na cidade do Porto.
Capitais de distrito: Viana sobe a dois dígitos, Braga com crescimento moderado
Ao nível das capitais de distrito, Viana do Castelo destacou-se com uma subida anual de 12,3%, figurando entre as cidades com maiores aumentos no país. O preço médio na cidade é agora de 9,5 euros/m2.
Em Braga, o crescimento foi mais contido, mas ainda assim relevante, com uma valorização de 4% face ao ano anterior. Arrendar casa na capital minhota custa, em média, 10,1 euros/m2, posicionando-a no segmento intermédio das capitais de distrito.
Lisboa continua no topo, Porto é exceção
Lisboa mantém-se como a cidade mais cara para arrendar casa, com 22,1 euros/m2, seguida do Porto (17,4 euros/m2) e do Funchal (16,2 euros/m2). O Porto foi, contudo, a única capital de distrito onde as rendas desceram no último ano (-1,4%), assumindo-se como a principal exceção num mercado maioritariamente em alta.
Açores lideram subidas regionais
Em termos regionais, a Região Autónoma dos Açores liderou os aumentos das rendas, com uma subida anual de 17,9%, destacando-se claramente das restantes regiões. O Algarve (5,6%) e o Centro (5,3%) seguem-se na lista das maiores valorizações.
A Área Metropolitana de Lisboa continua a ser a região mais cara do país para arrendar casa, com 19,6 euros/m2, enquanto o Centro se mantém como a opção mais económica, com 9,9 euros/m2.



