Quatro astronautas da agência espacial norte-americana NASA partem esta quarta-feira na missão Artemis II, naquele que será o primeiro voo tripulado rumo à Lua em mais de cinco décadas, marcando um novo capítulo na exploração espacial.
O lançamento está previsto a partir do Centro Espacial Kennedy, na Florida, com o foguetão do programa Artemis a colocar em órbita a cápsula Orion, que transporta a tripulação numa viagem que deverá atingir cerca de 406.000 quilómetros da Terra — a maior distância alguma vez percorrida por seres humanos no espaço.
A missão, com duração prevista de cerca de 10 dias, não prevê alunagem, mas sim uma órbita prolongada em torno do satélite natural da Terra, servindo como etapa fundamental para futuras missões que poderão voltar a colocar humanos na superfície lunar.
A Artemis II surge após vários adiamentos motivados por questões técnicas, incluindo uma fuga de hidrogénio que obrigou a revisões adicionais e ao regresso do foguetão ao edifício de montagem para inspeção. Inicialmente prevista para novembro de 2024, a missão sofreu posteriores ajustes no calendário ao longo de 2026.
Com a autorização recente para o lançamento, os responsáveis da NASA indicam que os preparativos decorrem dentro dos parâmetros esperados. Durante a missão, os astronautas irão testar sistemas críticos de suporte de vida, comunicações e interfaces da cápsula Orion, além de assumirem, em determinado momento, o controlo manual da nave para avaliar a sua manobrabilidade em condições reais.
O lançamento deverá ocorrer no Centro Espacial Kennedy, a partir de uma plataforma próxima daquela utilizada nas últimas missões do programa Apollo, há mais de meio século, reforçando o simbolismo deste regresso.
A Artemis II constitui um passo essencial no ambicioso programa da NASA que pretende estabelecer uma presença sustentável na Lua e preparar futuras missões tripuladas a Marte.
A partida está agendada para as 23h24, hora portuguesa.
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