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Assume ter dado com um pau a um GNR mas diz ter sido agredido pelo militar

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Um dos “Irmãos Petas”, acusados de terem agredido, injuriado e ameaçado dois militares da GNR de Vila Verde, confessou parcialmente as agressões, no Tribunal de Braga, mas disse que foi agredido por um dos guardas.

No início do julgamento, esta quarta-feira, Carlos Alves admitiu ter dado com um pau a um militar da GNR, mas disse que o fez porque o militar o agrediu com pontapés. Já o outro arguido, Manuel, negou ter pegado numa faca e injuriado a patrulha.

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Actualmente detidos no estabelecimento prisional de Braga, os dois irmãos começaram a ser julgados no Tribunal Colectivo de Braga: um deles pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada e resistência e coacção sob funcionário (Carlos), enquanto o outro enfrenta duas acusações de injúria agravada e uma de detenção de arma proibida (Manuel).

A procuradora do Ministério Público (MP) considerou que ficaram provados os factos que constam da acusação e que não houve da parte da GNR qualquer acto de perseguição aos dois irmãos, tendo os militares agido com normalidade.

Além do caso em questão, o tribunal anexou um outro processo, em que Carlos foi apanhado com cocaína e, nesse momento, Manuel terá insultado os elementos da GNR que se deslocaram ao local.

O CASO

O episódio deu-se a 3 de Abril de 2020, quando uma patrulha da GNR acorreu ao chamamento de um homem de um prédio de Vila Verde que tinha ouvido barulhos na garagem, suspeitando que a tentavam assaltar, algo que até já tinha acontecido a outros vizinhos.

Os GNR nada encontraram no local, mas, quando saíram, viram que um dos irmãos Alves estava à janela do rés-do-chão de um prédio vizinho, observando a “cena”.

Aí, segundo a acusação do Ministério Público, o guarda principal interpelou-o, perguntando-lhe o que estava a acontecer na garagem, pois tinham acontecido muitos furtos e «toda a gente» os indiciava como sendo os autores.

Acto contínuo, acrescenta o MP, o arguido exaltou-se e gritou: «És um grande filho da p…! Já andei com a tua mulher! Um corno! Vou-te matar!».

De seguida, outro irmão saiu do prédio com um pau de mais de um metro de comprimento na mão e deu duas pauladas no guarda, uma no ombro e outra na mão. Então, o GNR deu-lhe uma bastonada para o deter e evitar mais agressões, tendo o suspeito fugido a correr pela rua Maria do Céu Vilhena da Cunha. Acabou detido pelo militar que foi no seu encalço.

Nessa altura, o outro “irmão Peta” terá puxado de uma faca de cozinha com 35 centímetros de lâmina e, chegando junto aos dois agentes da autoridade, gritou: «Largai o meu irmão, filhos da p…! Mato-vos, seus cornos, corto-vos aos pedaços!». Os guardas conseguiram imobilizá-lo.

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