A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Mariana Mortágua, pediu esta terça-feira uma reação da comunidade internacional ao ataque ao barco de bandeira portuguesa que integra a flotilha humanitária, sublinhando que nenhuma tentativa de intimidação será bem sucedida.
“Era muito importante, também, que houvesse uma reação por parte da comunidade internacional. Eu recordo que a bordo deste barco, no momento do ataque, estava um cidadão português, o Miguel Duarte, juntamente com outros cidadãos não armados, civis, que queriam apenas levar ajuda humanitária [a Gaza], e que este barco tem bandeira portuguesa”, disse à Lusa a Mariana Mortágua, que integra a missão.
A embarcação “Family Boat” (Barco de Família) – com bandeira portuguesa e considerado um dos “principais navios” da organização ativista Flotilha Global Sumud – terá sido atingida por um drone que terá lançado um engenho incendiário.
Imagens de videovigilância partilhadas no entretanto pela flotilha humanitária mostram o momento do impacto, com a data desta noite, pelas 00h29.
Miguel Duarte, que estava a bordo no momento do incidente, explica que viu “claramente o drone a largar uma bomba”, que “caiu em cima de uma pilha de coletes salva-vidas” e “criou umas labaredas enormes”.
Em comunicado, a frota humanitária diz que a embarcação sofreu danos no convés principal e na zona de armazenamento.
Os danos, no entanto, são “superficiais”, pelo que o “Family Boat” continuará a sua viagem rumo a Gaza.



