O presidente da Junta de Freguesia de Atiães, Samuel Estrada, acusa o Município de Vila Verde de manter a freguesia sob um “embargo municipal” há mais de três décadas.
Em Grande Entrevista a O Vilaverdense, o autarca fala de um território “castigado”, critica o modelo de governação municipal e traça as prioridades para o novo mandato: saneamento, estradas, respostas sociais e habitação.
O autarca afirma que Atiães tem sido sistematicamente preterida no investimento público, denuncia a perda de 28% da área construtiva no novo Plano Diretor Municipal (PDM) e garante que todas as formas de luta estão em cima da mesa, incluindo novas manifestações junto da Câmara Municipal.
Samuel Estrada inicia um novo mandato, mas sublinha que o projeto político da sua equipa começou em 2017, ainda na oposição. “O nosso programa foi pensado para um horizonte de 10 a 15 anos. Não é um trabalho de um mandato, é um trabalho de continuidade”, afirma.
O presidente da Junta rejeita o papel tradicional atribuído às freguesias: “A Junta de Freguesia não é um administrador de condomínio, nem uma extensão da Câmara Municipal. Nós não nos candidatámos para fazer parte do grupo coral de um município.”
Segundo o autarca, houve uma mudança clara na relação da população com a Junta: “Hoje as pessoas veem a Junta como uma entidade que defende a comunidade e não como um balcão de favores.”
[email protected] / Grande Entrevista à edição impressa de Fevereiro do Jornal ‘O Vilaverdense’
Adira à EDIÇÃO DIGITAL



