Os autarcas dos municípios que compõem o Pentágono Urbano manifestaram, esta terça-feira, consenso quanto à necessidade de avançar para a criação de uma Área Metropolitana do Minho, defendendo que os desafios do desenvolvimento da região exigem uma resposta articulada e uma maior capacidade de afirmação nacional e internacional.
A posição foi assumida durante o debate “Olhar o futuro a partir do Pentágono Urbano do Minho – o olhar a partir das autarquias”, promovido pela Fundação Mestre Casais, que decorreu no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho e reuniu os presidentes das câmaras de Braga (João Rodrigues), Guimarães (Ricardo Araújo), Vila Nova de Famalicão (Mário Passos) e Viana do Castelo (Luís Nobre), bem como o vereador do Município de Barcelos Pedro Ferreira.
Ao longo da sessão, os responsáveis municipais defenderam o reforço da cooperação intermunicipal, considerando que áreas como a mobilidade, a habitação, as grandes infraestruturas, o ordenamento do território e a futura ligação ferroviária de alta velocidade ultrapassam os limites administrativos de cada concelho e exigem uma estratégia integrada para toda a região.
Os autarcas sustentaram que uma futura Área Metropolitana do Minho permitiria reforçar a capacidade de negociação junto do Governo e das instituições europeias, captar mais investimento e financiamento e desenvolver projetos estruturantes com impacto regional, preservando simultaneamente a autonomia de cada município.
Durante o debate, foi ainda destacada a importância de planear o crescimento económico e demográfico do Minho de forma coordenada, garantindo que esse desenvolvimento seja acompanhado pelas infraestruturas, equipamentos e serviços necessários para assegurar a qualidade de vida das populações.
A iniciativa, promovida pela Fundação Mestre Casais, pretendeu lançar a reflexão sobre o futuro do denominado Pentágono Urbano do Minho e o papel da cooperação entre os principais centros urbanos da região na construção de uma estratégia comum de desenvolvimento.





