REGIÃO –

REGIÃO – -

Bacia do Ave abaixo de 10% da capacidade total de armazenamento de água

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

Share on facebook
Share on twitter

TÓPICOS

No passado mês de Julho todas as bacias hidrográficas do país registaram uma diminuição no volume de água armazenado relativamente ao mês anterior. A maior queda deu-se na Bacia do Ave, com menos 9,3% de volume armanezado. Já a Barragem da Venda Nova está com uma disponibilidade hídrica superior a 80% do volume total.

Além desta descida em relação ao mês de Junho, verificou-se ainda uma descida relativa às médias de armazenamento do mesmo mês registadas entre 1990/91 e 2017/18, com excepção das bacias do Lima, Ave, Douro, Mondego e Arade.

PUBLICIDADE

Segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), das 12 bacias hidrográficas monitorizadas do país, com um total de 59 barragens, a Bacia do Sado era o caso mais grave em Julho, com apenas 39,3 % de volume armazenado.

De entre essas 59 barragens monitorizadas, apenas oito verificaram disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total – Venda Nova, Alijó, Azibo, Aguieira, Alvito, Castelo de Bode, Cova do Viriato e Meimoa –, enquanto 12 tinham disponiblidades hídricas inferiores 40% do volume total – Abrilongo, Caia, Lucefecit, Monte Novo, Vigia, Campilhas, Fonte Serne, Monte da Rocha, Pego do Altar, Roxo, Vale do Gaio e Divor. Dessas, seis tinham mesmo valores inferiores a 20%.

ANO DE SECA

Em declarações ao jornal i, João Branco, membro da Direção da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, considerou que esta diminuição do volume de armazenamento deve-se a “um ano de seca”: “Há zonas como o Minho Litoral onde não há seca, mas o interior do país, de um modo geral, está em seca extrema já há bastante tempo.”

Este membro da Quercus confirmou 2019 como um ano seco, mas destacou o ano de 2017: “Em relação à média da última década, o volume de água armazenada baixou, uma vez que em relação a 2017 há maior volume armazenado apenas porque esse ano foi mais seco ainda”.

Além disso, relembrou que em 2017 “a seca prolongou-se até meados de Outubro” e que “pode acontecer que a situação este ano venha a piorar, até porque normalmente o interior do país é muito seco nesta altura”. E reforçou que se trata de algo imprevisível, visto que “o período das chuvas começa também entre meados de Setembro e meados de Outubro”: se “só começar a chover em meados de Outubro como aconteceu em 2017, vai haver problemas graves”.

Recorde-se que das 59 barragens monitorizadas 25 têm como uso principal a irrigação, 14 o abastecimento, 18 a produção de energia, uma a derivação e a restante “outros fins”.

Share on facebook
Partilhe este artigo no Facebook
Share on twitter
Twitter
COMENTÁRIOS
OUTRAS NOTÍCIAS