REGIÃO – Bacia do Ave abaixo de 10% da capacidade total de armazenamento de água

REGIÃO –
Bacia do Ave abaixo de 10% da capacidade total de armazenamento de água

No passado mês de Julho todas as bacias hidrográficas do país registaram uma diminuição no volume de água armazenado relativamente ao mês anterior. A maior queda deu-se na Bacia do Ave, com menos 9,3% de volume armanezado. Já a Barragem da Venda Nova está com uma disponibilidade hídrica superior a 80% do volume total.

Além desta descida em relação ao mês de Junho, verificou-se ainda uma descida relativa às médias de armazenamento do mesmo mês registadas entre 1990/91 e 2017/18, com excepção das bacias do Lima, Ave, Douro, Mondego e Arade.

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Segundo dados do Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos (SNIRH), das 12 bacias hidrográficas monitorizadas do país, com um total de 59 barragens, a Bacia do Sado era o caso mais grave em Julho, com apenas 39,3 % de volume armazenado.

De entre essas 59 barragens monitorizadas, apenas oito verificaram disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total – Venda Nova, Alijó, Azibo, Aguieira, Alvito, Castelo de Bode, Cova do Viriato e Meimoa –, enquanto 12 tinham disponiblidades hídricas inferiores 40% do volume total – Abrilongo, Caia, Lucefecit, Monte Novo, Vigia, Campilhas, Fonte Serne, Monte da Rocha, Pego do Altar, Roxo, Vale do Gaio e Divor. Dessas, seis tinham mesmo valores inferiores a 20%.

ANO DE SECA

Em declarações ao jornal i, João Branco, membro da Direção da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, considerou que esta diminuição do volume de armazenamento deve-se a “um ano de seca”: “Há zonas como o Minho Litoral onde não há seca, mas o interior do país, de um modo geral, está em seca extrema já há bastante tempo.”

Este membro da Quercus confirmou 2019 como um ano seco, mas destacou o ano de 2017: “Em relação à média da última década, o volume de água armazenada baixou, uma vez que em relação a 2017 há maior volume armazenado apenas porque esse ano foi mais seco ainda”.

Além disso, relembrou que em 2017 “a seca prolongou-se até meados de Outubro” e que “pode acontecer que a situação este ano venha a piorar, até porque normalmente o interior do país é muito seco nesta altura”. E reforçou que se trata de algo imprevisível, visto que “o período das chuvas começa também entre meados de Setembro e meados de Outubro”: se “só começar a chover em meados de Outubro como aconteceu em 2017, vai haver problemas graves”.

Recorde-se que das 59 barragens monitorizadas 25 têm como uso principal a irrigação, 14 o abastecimento, 18 a produção de energia, uma a derivação e a restante “outros fins”.