Banco Central Europeu (BCE) voltou a travar qualquer avanço no ciclo de cortes das taxas de juro iniciado em 2024, impondo esta quinta-feira uma nova pausa que, para muitos, já estava escrita nas previsões dos mercados.
O Conselho do BCE mantém assim inalteradas as taxas diretoras, deixando a taxa de facilidade permanente de depósito nos 2%, a taxa de juro das operações principais de refinanciamento nos 2,15% e a taxa para cedência marginal de liquidez nos 2,4%.
Num cenário de inquietação política em França e tensão geopolítica global, o BCE optou por não desequilibrar ainda mais o tabuleiro económico europeu, apostando na “espera vigilante” e na leitura rigorosa dos próximos sinais macroeconómicos.
Esta decisão, antecipada pela esmagadora maioria dos analistas e suportada pela análise dos principais indicadores, sinaliza que Frankfurt não está disposto, para já, a abdicar do atual “bom lugar”, preferindo a estabilidade à incerteza.



