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BE avisa que árvores na Fortaleza de Valença são “crime contra o património”. Câmara nega 

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O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) avisa que se a Câmara de Valença não remover as árvores que instalou na muralha da Fortelaza, “há pelo menos um ano”, está a “incorrer em crime contra o património”. Já o presidente da autarquia garante que “não há qualquer perigo” para a estrutura do monumento nacional.

Este caso levou o BE a questionar Graça Fonseca, ministra da Cultura, sobre a plantação de árvores na muralha da Fortaleza, no âmbito do projecto de requalificação do centro histórico daquela cidade.

“As raízes infiltram-se e causam danos na muralha. O peso do porte das árvores também tem esse efeito negativo. Acrescente-se, além destas ameaças, o perigo e de derrocada que poderão vir a representar árvores de grande porte como as pereiras bravas, que são os exemplares utilizados. Estas árvores atingem a altura de 13 metros e as suas raízes são de rápido crescimento”, alertam os parlamentares bloquistas Alexandra Vieira, Beatriz Gomes Dias e Jorge Costa.

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“A própria Direcção Geral do Património e Cultura também levantou questões quanto à plantação de árvores naquele local, tendo já instado a Câmara Municipal de Valença a remover as árvores, há pelo menos um ano”, acrescentam.

Para o BE, “se a Câmara Municipal de Valença mantiver esta posição, incorre em crime contra o património”.

O presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes já reagiu.

“Não há qualquer perigo para a estrutura da muralha”, garantiu Manuel Lopes, presidente da Câmara de Valença, à Rádio Vale do Minho.

“Antes das pereiras bravas, existiam lá dois carvalhos de grande porte e nunca puseram a muralha em perigo”, recordou o autarca social-democrata, acrescentando que as pereiras plantadas tratam-se de “árvores ornamentais e não de grande porte”.

Na pergunta dirigida ao Governo, o BE quer saber “se o Governo está a acompanhar a situação” e que diligências vai tomar para “salvaguardar a Fortaleza”.

De acordo com os parlamentares bloquistas, quer moradores quer especialistas têm denunciado publicamente “o perigo que representa a plantação de pereiras bravas em cima da muralha por duas razões: uma é que os planos de muralha não têm árvores, nem nunca tiveram, precisamente para garantir a sustentação da muralha que não é maciça. A outra razão é estrutural e tem a ver com as raízes e o porte das árvores”.

Referem que “perante estas evidências, e sensível às questões levantadas, o gabinete de arquitectura coordenado por Eduardo Souto de Moura já mostrou disponibilidade para alterar o projecto” de requalificação urbana do centro histórico da cidade.

FORTALEZA

A Fortaleza de Valença, monumento nacional, candidata a Património da Humanidade, é uma das principais fortificações militares da Europa, com cerca de 5,5 km de perímetro amuralhado, sobranceira ao rio Minho, frente a Tui. Um espaço de convivência galaico-minhoto, comercial e turístico por excelência.

Obra de arquitectura militar abaluartada, cujos primeiros muros remontam a um povoado da Idade do Ferro e que actualmente possui um sistema abaluartado, edificado nos séculos XVII e XVIII.

Pela sua história, tendo sido, ao longo dos seus cerca de 700 anos, a terceira mais importante de Portugal.

O monumento desempenhou um papel preponderante na defesa dos ataques de Espanha e chegou a receber cerca de 3.500 homens, em dois regimentos do Exército. A presença militar só terminou em 1927, com a saída do último batalhão.

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