A operação de valorização e conservação da Igreja de São Victor, em Braga, que já está em curso, foi apresentada esta quarta-feira, dando ênfase a uma intervenção destinada a salvaguardar um dos mais relevantes elementos do património religioso e artístico da cidade.
Na apresentação do projeto, o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, sublinhou a importância de preservar os espaços que considera fundamentais para a identidade local.
“Braga está a crescer e é importante preservar estes pontos da nossa identidade”, afirmou o autarca, destacando a relevância da intervenção para a memória coletiva da cidade.
João Rodrigues salientou ainda a necessidade de o Município assumir um papel ativo na divulgação dos investimentos realizados na área do património, defendendo uma maior transparência junto da população.
Nesse sentido, foi anunciado que a intervenção será acompanhada por um registo fotográfico exaustivo, com o objetivo de dar a conhecer à comunidade a evolução dos trabalhos.
O presidente da Câmara deixou ainda um compromisso adicional com a paróquia, garantindo apoio municipal para futuras obras de requalificação da casa mortuária de São Victor, respondendo a uma necessidade identificada pela população local.
Promovida pela Fábrica da Igreja Paroquial de São Victor e enquadrada no programa NORTE 2030, a intervenção prevê a conservação das coberturas e da fachada principal do templo, bem como o restauro do retábulo e do conjunto azulejar barroco existente no interior da igreja.
Segundo o município, a operação é acompanhada através de um protocolo de colaboração que inclui apoio técnico, visitas guiadas e ações de divulgação associadas ao projeto.
Classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1977, a Igreja de São Victor destaca-se pelo seu património artístico, incluindo retábulos em talha dourada e um conjunto com mais de 24 mil azulejos barrocos.







