Braga vai passar a dispor de um novo Centro de Acolhimento de Emergência (CAE) para vítimas de violência doméstica, promovido pela Cáritas de Braga. A cerimónia simbólica de lançamento da primeira pedra do futuro equipamento decorreu na semana passada, assinalando o arranque de um projeto considerado estruturante na resposta social do concelho.
Pensado para acolher até 25 pessoas, entre mulheres, crianças e jovens, o novo CAE contará com 12 quartos e vários espaços funcionais, concebidos para garantir proteção, dignidade e condições para um novo começo às vítimas que necessitam de uma resposta imediata e segura.
O acolhimento assume-se como um recurso determinante em situações de risco elevado, prestando apoio a pessoas física e psicologicamente fragilizadas.
Durante a cerimónia, o vereador João Rodrigues classificou o momento como “um dia de relevo”, sublinhando que, apesar da gravidade do tema, é também uma oportunidade para refletir sobre o papel da comunidade, dos decisores políticos e das entidades envolvidas na construção de soluções que assegurem proteção e dignidade a quem mais precisa.
O autarca explicou que a cedência do terreno, através de uma permuta, resultou da convicção de que uma cidade em crescimento deve prever respostas concretas para fenómenos tão sensíveis como a violência doméstica.
O projeto representa um investimento global de cerca de 1,5 milhões de euros, contando com uma comparticipação a fundo perdido do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), no valor de quase 900 mil euros.
A Cáritas de Braga terá ainda de assegurar uma angariação superior a 650 mil euros para cobrir custos com equipamentos, mobiliário, despesas associadas à candidatura e projetos de arquitetura e especialidades.
A cerimónia contou com a presença do Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, da presidente da Cáritas de Braga, Ana Santos, do presidente do IHRU, Benjamim Pereira, da representante distrital da Segurança Social, Fátima Miguel, e do engenheiro da empresa responsável pela obra, Bernardo Pinto.
Na sacristia-mor da Sé de Braga, onde decorreu a apresentação do projeto, foi colocada uma oliveira que será futuramente plantada no jardim do novo CAE, símbolo de paz e renovação.
Os participantes foram ainda convidados a assinar azulejos que irão compor um mural a ser exposto no edifício, como marca coletiva de compromisso com a causa.



