O preço do cabaz alimentar em Portugal registou esta semana a primeira descida em sete semanas consecutivas de aumentos, segundo dados divulgados pela DECO Proteste.
O conjunto de 63 produtos essenciais custa agora 258,52 euros, menos 2,37 euros do que na semana anterior, quando tinha atingido o valor mais elevado de sempre, nos 260 euros.
Desde 12 de março, o cabaz vinha a registar sucessivos aumentos semanais, refletindo a pressão inflacionista sobre os bens alimentares. Apesar da ligeira descida agora verificada, os valores mantêm-se significativamente acima dos registados no início do ano.
De acordo com a DECO Proteste, os produtos que mais aumentaram na última semana foram os cereais de fibra (16%), a alface frisada (13%) e o pão de forma sem côdea (8%). Em termos de preços, os cereais de fibra custam agora 4,36 euros, a alface frisada 2,69 euros e o pão de forma sem côdea 2,59 euros.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, destacam-se subidas acentuadas em produtos como a couve-coração, que aumentou 43%, o robalo (34%) e os brócolos (32%).
O cabaz analisado inclui categorias como carne, peixe, frutas e legumes, laticínios, mercearia e produtos congelados, sendo utilizado como indicador da evolução do custo de vida das famílias.
Apesar da ligeira descida registada, a DECO Proteste sublinha que o custo global da alimentação continua em níveis elevados face aos anos anteriores, mantendo pressão sobre o orçamento dos consumidores.



