VILA VERDE –  Câmara destaca «elevadas taxas de execução» e «forte investimento» nas contas de 2018

VILA VERDE –
Câmara destaca «elevadas taxas de execução» e «forte investimento» nas contas de 2018

O executivo PSD que gere a Câmara de Vila Verde ressalta que o documento de prestação de contas de 2018 «evidencia taxas de execução da receita e da despesa de 90% e 88%, respectivamente, espelhando o equilíbrio das contas municipais e um forte investimento em obras estruturantes para o desenvolvimento do concelho».

Em comunicado, o executivo liderado por António Vilela refere que a arrecadação de receita, em 2018, fixou-se acima dos 29 milhões de euros (29.420.146 euros), superando em quase três milhões de euros o valor atingido no ano transacto.

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Acrescenta que a receita corrente executada (24.863.744€) foi superior à despesa corrente efectiva (20.187.660€), «permitindo um aumento da poupança corrente na ordem dos 4.676.083,58 euros, demonstrando não só o cumprimento do princípio de equilíbrio orçamental, mas também que as receitas correntes permitiram concretizar uma parte das despesas de capital».

«Em 2018, foi também cumprido o princípio do equilíbrio financeiro, dado que a execução da receita corrente cobrada foi superior à despesa corrente acrescida das amortizações médias de empréstimos de médio e longo prazo, apresentando um excedente de 2 milhões e 515 mil euros, bastante acima dos 1 milhão e 635 mil euros de 2017», sublinha.

O peso do investimento em relação à despesa total fixou-se em 34%, contra 31% no ano anterior, revelando um acréscimo do investimento em bens de capital em relação a 2017.

«Fica, assim, demonstrado que existe um claro compromisso com o rigor colocado na elaboração do orçamento, acompanhado por um efetivo controlo da despesa e por uma boa cobrança das receitas», refere o executivo.

A autarquia acrescenta que «só desta forma tem sido possível a significativa redução da dívida, permitindo que o Município tivesse conseguido pagar, no ano de 2018, os compromissos assumidos com os fornecedores no prazo médio de apenas 9 dias, um progresso bastante significativo relativamente aos já muito positivos 13 dias que haviam sido alcançados em 2017».

O comunicado destaca também a «optimização do aproveitamento de fundos comunitários fundamentais para a realização de investimentos estratégicos em sectores estruturantes, nomeadamente o alargamento da rede de saneamento básico, a requalificação de edifícios e espaços urbanos, a promoção da mobilidade sustentável (ciclovia urbana da sede concelhia e ecovias) e a requalificação do parque escolar e de equipamentos de saúde».

As funções sociais absorveram 4 milhões e 636 mil euros, correspondentes a 52% do investimento total, «sendo de relevar a realização de avultadas obras de alargamento da rede saneamento, no montante global de 2 milhões e 487 mil euros, e o ordenamento do território, cujo investimento se cifrou em 1 milhão e 385 mil euros».

«A educação voltou a afirmar-se como um setor determinante do progresso social concelhio, tendo sido encetados importantes esforços no sentido de que todas as crianças e jovens concelhios tivessem acesso às mesmas oportunidades no acesso a um ensino moderno e suscetível de os preparar para os desafios da sociedade do conhecimento, da informação e da inovação», frisa.

Para o presidente da Câmara, António Vilela,  «o documento da Prestação de Contas relativo ao ano de 2018 evidencia a boa saúde financeira do Município de Vila Verde, com elevadas taxas de execução da receita e da despesa e principalmente um forte investimento em obras de capital importância para o desenvolvimento harmonioso e sustentado do território concelhio e para a efectiva melhoria das condições de vida da população».

«Este documento testemunha que é possível conciliar rigor orçamental e consolidação da situação financeira com o investimento em obras e acções estruturantes para a construção de um concelho que se pretende cada vez mais próspero, espelha uma acção clara de planeamento e aproveitamento de todas as oportunidades relacionadas com os fundos comunitários, sem descurar a significativa redução da dívida do Município e a diminuição do tempo médio de pagamento aos fornecedores como um relevante tónico também para a economia local», considera.