BRAGA –  Câmara paga dívida de 3,8 milhões cumprindo ordem judicial por causa do estádio

BRAGA –
Câmara paga dívida de 3,8 milhões cumprindo ordem judicial por causa do estádio

Afinal, não vai haver prestações. A Câmara de Braga vai pagar, de uma só vez, a dívida de 3,8 milhões à ASSOC, o consórcio que construiu o estádio para o Euro 2004, cumprindo, assim, uma decisão condenatória do Tribunal Administrativo.

A decisão judicial prende-se com a realização, em 2003, de trabalhos a mais na obra, que o Tribunal obrigou a Câmara a pagar.

O presidente da autarquia, Ricardo Rio, disse que o município, em vez de pagar faseadamente, vai contrair um empréstimo de longo prazo.

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«Vamos  estudar a melhor taxa de juro», explicou.

De acordo com o JN, a ASSOC, criada para fazer o estádio,  englobava a construtora Soares da Costa, que tem 40 por cento, e seis empresas locais, três delas já falidas.

O autarca reuniu-se com o presidente da ASSOC, Domingos Névoa, para analisar o pagamento da dívida e debater a existência de defeitos em parte das duas mil ancoragens do estádio, 28 das quais já tiveram de ser substituídas.

As ancoragens são estruturas com cabos de aço incrustrados na pedreira para segurar a bancada poente e as palas do estádio.

Rio adiantou que, neste capítulo, ficou combinado que serão feitas  reuniões entre especialistas, engenheiros civis e juristas, para analisar o problema, através da realização de um estudo exaustivo sobre quais as ancoragens que estão em risco de ruptura e carecem de reparação.

ERROS DE FABRICO

O município quer que a ASSOC assuma os «erros de fabrico» nas  ancoragens e os respectivos custos de reparação ou substituição. A colocação das ancoragens foi feita pela firma DST, de Braga, tendo sido ela quem procedeu, em 2013, às reparações.

Após o estudo, se houver reparação, a Câmara quer que a ASSOC  pague os custos, fazendo um acerto de contas, já que falta executar uma outra vertente da sentença do Tribunal, a de determinar – através de uma comissão de peritos – o valor das horas extraordinárias que a ASSOC teve para conseguir acabar a obra, ainda em 2003, correspondendo a um pedido da Câmara de então.