No discurso de encerramento do 25.º Congresso Nacional do Partido Socialista, o secretário-geral reeleito, José Luís Carneiro, afirmou este domingo que o PS é “o partido mais reformista em Portugal” e assumiu a ambição de afirmar a formação política como “a alternativa séria de Governo”.
Perante os delegados reunidos em Viseu, Carneiro sublinhou que o PS deve desempenhar um papel central na vida política nacional, defendendo um caminho assente na “estabilidade sem imobilismo” e na “responsabilidade sem resignação”. “Assumimos com clareza o nosso papel como alternativa democrática e progressista. O PS é e continuará a ser a alternativa séria de Governo em Portugal”, afirmou.
O líder socialista, reeleito sem oposição, considerou ainda que o partido funciona como um “laboratório de futuro”, destacando a necessidade de ação política consistente “na próxima década” para construir um país “melhor” e responder aos desafios atuais.
Durante a intervenção, José Luís Carneiro reforçou a ideia de que os cidadãos procuram soluções políticas que conciliem estabilidade e mudança, referindo que “as pessoas querem estabilidade sem imobilismo, responsabilidade sem resignação e mudança com segurança e credibilidade”. Nesse sentido, afirmou que o PS pretende continuar a dar resposta a essas expectativas, assumindo-se como uma força reformista com provas dadas.
“Somos um partido reformista. Digo mesmo, talvez o mais reformista partido em Portugal”, declarou, evocando o percurso histórico dos socialistas na implementação de reformas estruturais.
No encerramento do congresso, Carneiro reforçou também a mensagem de compromisso com o futuro do país e com o papel do partido enquanto alternativa governativa “num tempo muito exigente”, procurando mobilizar o PS para os próximos desafios políticos e eleitorais.
O congresso ficou ainda marcado pela eleição da Comissão Nacional do partido, cuja lista única, liderada por Inês de Medeiros, foi aprovada com 88,9% dos votos favoráveis. Os resultados foram anunciados pelo presidente da mesa do Congresso, Carlos César, após votação eletrónica realizada durante a manhã.
A lista integra 251 nomes e inclui figuras como Luísa Salgueiro, Eduardo Cabrita, Luís Dias, Elza Pais, Maria da Luz Rosinha e Fernando Jesus.
Com a nova Comissão Nacional agora eleita, o partido prepara-se para definir, nas próximas semanas, a Comissão Política Nacional e o Secretariado Nacional, estruturas fundamentais para a organização interna e para a condução estratégica do PS nos próximos tempos.



