Um tribunal de Barcelona ordenou a prisão preventiva, sem possibilidade de fiança, de um homem e de uma mulher suspeitos de crimes graves contra o próprio filho, um bebé com pouco mais de um mês.
De acordo com o jornal espanhol ABC, os suspeitos enfrentam acusações de violência habitual, ofensas à integridade física grave e abuso sexual. A criança encontra-se atualmente sob tutela do governo catalão.
Os dois arguidos, o pai, de 42 anos, e a mãe, de 43, foram detidos a 18 de março pelos Mossos d’Esquadra, após um hospital identificar ferimentos graves no bebé e ativar o protocolo previsto para situações de suspeita de maus-tratos ou abuso sexual infantil.
Este protocolo obriga os serviços de saúde a sinalizar imediatamente indícios de abuso, acionar equipas especializadas e comunicar o caso às autoridades competentes, incluindo o Ministério Público e os serviços de proteção de menores. Prevê ainda o envio urgente de um relatório ao tribunal e, em casos de suspeita de abuso sexual, a realização de exames médicos conjuntos entre profissionais hospitalares e médicos legistas. O menor não pode ter alta sem que estejam garantidas medidas de proteção.
Após serem presentes a juiz, os suspeitos viram ser-lhes aplicada a medida de coação mais gravosa. O tribunal sustentou a decisão na existência de indícios de crimes reiterados de violência e abuso sexual, bem como no risco de fuga, perigo de reincidência e necessidade de salvaguardar os direitos da criança.
O Ministério Público tinha igualmente requerido a suspensão das responsabilidades parentais, medida que foi confirmada pelo tribunal.
A investigação, conduzida pela unidade de proteção à infância e juventude da polícia catalã, permanece em curso.
Este caso surge num contexto em que situações semelhantes têm vindo a ser julgadas na região. Em Tarragona, em outubro do ano passado, um homem foi condenado a dez anos e meio de prisão por abusar do filho com pouco mais de um mês de idade, após o bebé dar entrada no hospital com ferimentos graves que levaram à intervenção das autoridades.



