A investigação a alegados casos de tortura de detidos na esquadra do Rato, em Lisboa, conheceu novos desenvolvimentos esta terça-feira, com a detenção de mais 16 elementos da Polícia de Segurança Pública (PSP), segundo anunciou o ministro da Administração Interna, Luís Neves.
De acordo com o governante, decorrem ainda diligências no terreno, não estando excluída a possibilidade de novas detenções até ao final do dia, consoante a evolução da investigação e a prova recolhida.
Os suspeitos são todos agentes em funções, alegadamente envolvidos ou com ligação a comportamentos considerados desviantes, ocorridos entre 2024 e 2025 na Esquadra do Rato.
Luís Neves reiterou uma posição de tolerância zero relativamente a este tipo de práticas, afirmando que comportamentos dolosos no seio das forças de segurança “têm apenas um caminho: a expulsão”.
No âmbito de processos disciplinares já concluídos, o Ministério da Administração Interna expulsou 11 agentes da PSP e nove militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), reforçando a linha de atuação rigorosa face a infrações graves.
As autoridades continuam a investigar os factos, num processo que levanta preocupações sobre a atuação policial e o respeito pelos direitos fundamentais, aguardando-se novos desenvolvimentos nas próximas horas.



