A CDU de Vila Verde voltou a denunciar a situação de insegurança na Central de Camionagem de Vila Verde, após o colapso de parte do teto na entrada das casas de banho, ocorrido nas últimas horas, como noticiou o jornal ‘O Vilaverdense’.
Em comunicado enviado à nossa redação esta sexta-feira, a estrutura política considera que o incidente — que não provocou feridos — confirma os riscos que já tinham sido anteriormente identificados. A CDU recorda que, a 10 de fevereiro, alertou a Câmara Municipal para o estado do edifício, referindo na altura que o teto naquela zona apresentava fissuras e risco de queda.
Para a CDU, o sucedido “vem dar razão” às preocupações então manifestadas e contraria a posição do executivo municipal, liderado por Júlia Fernandes, que assegurava estarem reunidas as condições de segurança para o funcionamento da infraestrutura.
A coligação considera tratar-se de um problema de segurança pública, sublinhando que a central é utilizada diariamente por centenas de pessoas, entre utentes, motoristas e comerciantes. Aponta ainda a degradação prolongada do equipamento, agravada pelo incêndio ocorrido em março de 2025, como resultado de anos de falta de manutenção e investimento.
Neste contexto, a CDU exige a adoção de medidas urgentes, nomeadamente a criação de soluções provisórias que garantam condições de segurança imediatas, bem como a apresentação de um plano “claro, transparente e calendarizado” para a requalificação total da central.
A estrutura política manifestou também solidariedade com motoristas, lojistas e utentes que promoveram um abaixo-assinado a exigir obras, apelando à mobilização da população.
CÂMARA LEMBRA PROVIDÊNCIA CAUTELAR E REAFIRMA ESTAR “IMPEDIDA” DE INTERVIR
Perante as críticas, a Câmara Municipal de Vila Verde reiterou, em comunicado, que está impedida de intervir na zona diretamente afetada pelo incêndio devido a uma ação judicial interposta pela proprietária da loja onde terão tido origem as chamas. Segundo a autarquia, a providência cautelar em curso impede intervenções até à conclusão das peritagens.
O município garante, contudo, que a área afetada se encontra vedada e que foram asseguradas condições de segurança nas restantes zonas da central, acrescentando que o espaço continua a ser monitorizado pelos serviços municipais.
A autarquia reafirma ainda a intenção de avançar com obras de requalificação assim que o enquadramento jurídico o permita, mas episódios recentes continuam a alimentar preocupações quanto à segurança e às condições da infraestrutura.



