Celebra-se esta terça-feira, 11 de novembro, o Dia de São Martinho, uma data marcada por tradições ligadas aos magustos, mas também à história do santo e aos rituais populares que atravessam gerações.
Este ano, o bom tempo que costuma acompanhar a data, o “verão de São Martinho”, não ocorre, mas haverá certamente celebrações com castanhas assadas, água-pé e festividades populares.
Tradicionalmente, é um dia de convívio marcado por magustos em várias regiões, onde as pessoas se reúnem para comer castanhas assadas, beber água-pé e provar o vinho da última colheita.
HISTÓRIA DO SANTO
São Martinho, nascido em 316 na região que hoje corresponde à Hungria, viveu parte da sua vida como soldado do Império Romano, mas foi em Tours, França, onde faleceu a 11 de novembro, que a sua devoção se espalhou.
Segundo a lenda, numa noite de outono, São Martinho encontrou um mendigo a sofrer com o frio e, sem ter como ajudá-lo com dinheiro, rasgou o seu manto ao meio, oferecendo uma parte ao homem necessitado.
Em resposta ao seu gesto, diz a tradição, a tempestade cessou e o sol reapareceu, aquecendo a região. Este evento lendário originou o chamado “verão de São Martinho”, uma expressão usada até hoje para descrever os dias de calor atípico que ocorrem nesta altura do ano.
Após o episódio, Martinho abandonou a vida militar e tornou-se monge, dedicando-se à causa cristã e ao auxílio dos mais pobres. Foi nomeado bispo de Tours, onde se tornou um dos santos mais populares da Idade Média, atraindo peregrinos de toda a Europa até à basílica construída sobre o seu túmulo, que ainda hoje é um ponto de peregrinação.
Em Portugal, o Dia de São Martinho é celebrado com um menu muito próprio, onde a castanha e o vinho novo ganham protagonismo.



