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Cheques carecas quase duplicaram no estado de emergência

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Quase duplicou a percentagem de cheques carecas. Os números são do Banco de Portugal que confirma igualmente que em Abril, em pleno estado de emergência, os portugueses fizeram muito menos pagamentos com cartão ou com cheque.

Em Abril passaram-se 1,2 milhões de cheques, menos 45% que em igual mês do ano anterior, com o regulador do sector a falar numa redução drástica da actividade económica e uma preferência pela utilização de instrumentos de pagamento com pouco contacto físico.

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Em paralelo, apesar de menos cheques quase duplicou a percentagem daqueles que foram passados sem provisão: 0,27% no período pré-pandemia, em Fevereiro, para 0,41% em Março e 0,48% em Abril.

Ou seja, em Abril perto de 1 em cada 200 cheques não tinha dinheiro na conta, sendo que a última vez que se tinha registado um valor tão elevado foi em Março de 2013, em plena intervenção da troika.

Há, contudo, outros números que reforçam as evidências de que a economia travou a fundo. Por exemplo, há duas décadas que não se levantava tão pouco dinheiro no multibanco.

Segundo o Banco de Portugal, “os levantamentos de numerário diminuíram, em termos homólogos, 51,9% em número e 40,3% em valor”.

“Em média, os portugueses levantaram por dia menos 32,8 milhões de euros e efectuaram menos 52,8 milhões de euros de compras, comparando com o mesmo período de 2019”.

Já os pagamentos com cartão desceram 42,9% em Abril face ao mesmo período do ano passado, numa tendência que se deveu “essencialmente à forte redução nos levantamentos, compras e operações de baixo valor (como portagens e parques de estacionamento). Para encontrar um número mais baixo de operações com cartão, é preciso recuar 11 anos”.

EXCEPÇÃO DOS ELECTRODOMÉSTICOS

Há, contudo, um sector, o dos electrodomésticos, que segundo o Banco de Portugal triplicou as vendas com cartões.

“Em particular, a evolução verificada no sector das compras de elcectrodomésticos terá resultado, numa primeira fase, de um crescimento na aquisição de equipamentos domésticos para apoio ao período de confinamento, como sejam frigoríficos e aspiradores, e, numa segunda fase, de computadores e impressoras, para permitir a realização de tele-trabalho e o acesso ao ensino em casa”.

Apesar da redução generalizada na utilização dos cartões de pagamento, as compras online e as compras com recurso à tecnologia contactless continuaram a registar crescimentos significativos em Abril de 2020.

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