As chuvas torrenciais que atingiram Angola nos últimos dias provocaram pelo menos 40 mortos, segundo um novo balanço revisto em alta pela Agência de Proteção Civil angolana, divulgado esta terça-feira.
De acordo com as autoridades, a província de Luanda registou 13 vítimas mortais, estando ainda cinco pessoas desaparecidas. Já na província de Benguela, foram contabilizadas 26 mortes e quatro desaparecidos. Fontes adicionais citadas por órgãos de comunicação social indicam ainda pelo menos seis vítimas mortais nas províncias de Cuanza Sul e Malanje.
As fortes precipitações provocaram também elevados danos materiais, com o desabamento de mais de 600 habitações em Luanda e Benguela e a inundação de mais de 9.500 casas. No total, mais de 51 mil pessoas foram afetadas pelas cheias, segundo os dados oficiais.
Apesar da gravidade da situação, as autoridades indicam que o cenário começa a estabilizar, com as equipas de emergência no terreno a realizar operações de bombeamento de água, limpeza de vias e distribuição de bens essenciais, incluindo alimentos e água potável.
O Presidente angolano, João Lourenço, expressou condolências às famílias das vítimas e sublinhou a necessidade de uma resposta célere, referindo a existência de uma “corrida contra o tempo para localizar, resgatar e prestar assistência médica” às populações afetadas.
As chuvas intensas têm afetado vários países do sul de África desde o início do ano, com episódios de cheias e destruição também registados em países vizinhos, num contexto que especialistas associam a fenómenos climáticos sazonais e a alterações na intensidade das precipitações na região.



