Cinco dos 37 elementos do grupo neonazi 1143, liderado por Mário Machado, ficaram em prisão preventiva no âmbito da Operação Irmandade, por suspeitas de crimes de discriminação, incitamento ao ódio e violência e associação criminosa.
Cinco membros do grupo neonazi 1143 ficaram em prisão preventiva, após terem sido presentes a primeiro interrogatório judicial no âmbito da Operação Irmandade, que investiga a atuação de uma alegada organização extremista em Portugal.
O Ministério Público tinha requerido a aplicação da medida de coação mais gravosa para pelo menos quatro dos detidos, considerando existir perigo de fuga, risco de perturbação do inquérito e forte probabilidade de continuação da atividade criminosa.
As autoridades acreditam ter desmantelado a estrutura do grupo, que estaria a planear ações violentas contra cidadãos imigrantes em território nacional. Entre os crimes em investigação estão discriminação, incitamento ao ódio e à violência, associação criminosa, ameaça, perseguição e ofensa à integridade física grave.
De acordo com a investigação, o grupo seria liderado por Mário Machado, atualmente detido por crimes da mesma natureza. Apesar de se encontrar em reclusão, as autoridades admitem que continuaria a dar instruções aos restantes membros a partir da prisão.
A Operação Irmandade permitiu reunir indícios de uma atuação organizada e violenta, incluindo espancamentos filmados, invasões de residências e ataques em plena via pública, ações que, segundo os investigadores, visavam sobretudo pessoas de origem estrangeira.
O processo prossegue sob segredo de justiça, estando ainda em curso diligências para apurar o grau de envolvimento dos restantes detidos e a eventual existência de ramificações do grupo noutros pontos do país.



