Os meios de combate a incêndios rurais entram hoje numa nova fase de reforço, com a mobilização de 11.955 operacionais e 37 meios aéreos em todo o território nacional, no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR).
O dispositivo, que estará operacional até 31 de maio, corresponde ao chamado “nível Bravo”, o primeiro aumento significativo de meios no combate aos fogos rurais neste ano.
Segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o sistema integra 2.031 equipas e 2.599 viaturas, envolvendo bombeiros voluntários, a Força Especial de Proteção Civil, a Guarda Nacional Republicana e elementos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, incluindo sapadores florestais.
A estes meios juntam-se ainda três helicópteros da AFOCELCA, estrutura privada de proteção florestal, bem como dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea Portuguesa, que este ano passam a integrar pela primeira vez o dispositivo permanente de combate aos incêndios rurais.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, o dispositivo conta com mais 239 operacionais, mantendo um número idêntico de meios aéreos, embora em 2025 algumas aeronaves tenham estado temporariamente indisponíveis devido a avarias.
Em declarações à agência Lusa, o comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, afirmou que “não há qualquer constrangimento no dispositivo” e que este se encontra “pronto para arrancar” em plena capacidade operacional, embora admita que possam ocorrer falhas técnicas ao longo da época.
O responsável sublinhou ainda que o sistema está dimensionado para a realidade do país, mas depende diretamente do número de ocorrências, da severidade dos incêndios e, sobretudo, do comportamento humano.
Verão será fase mais crítica
O DECIR voltará a ser reforçado a 1 de junho, entrando depois na fase mais exigente entre julho e setembro, período considerado de maior risco.
Nessa fase, está previsto um dispositivo ainda mais robusto, com 15.149 operacionais, 3.463 viaturas e 81 meios aéreos, representando um ligeiro aumento face a 2025.
As autoridades reforçam, por isso, os apelos à prevenção e ao comportamento responsável da população, sublinhando que a eficácia do combate aos incêndios depende também da redução das ignições e da rápida deteção dos fogos.



