A Autoridade da Concorrência (AdC) aplicou coimas no valor global de 13,35 milhões de euros às operadoras de telecomunicações MEO, NOS e Vodafone, bem como à consultora Accenture, por práticas anticoncorrenciais relacionadas com os serviços de televisão por subscrição.
Em comunicado, a AdC refere que as empresas participaram num acordo que resultou numa atuação concertada dos três principais operadores do mercado nacional, com o apoio de uma consultora, afetando a concorrência no segmento da televisão paga e da publicidade associada às gravações televisivas.
Segundo a autoridade reguladora, o entendimento entre as empresas levou à degradação simultânea e coordenada do serviço de gravações automáticas de televisão, através da introdução de publicidade, reduzindo a possibilidade de os consumidores mudarem de operador em busca de melhores condições.
“A abordagem concertada determinou que os clientes ficassem, em geral, sem possibilidade efetiva de mudança de operador perante a degradação simultânea e concertada do serviço de televisão por subscrição”, refere a AdC.
A decisão agora anunciada surge na sequência da nota de ilicitude emitida em dezembro de 2021, quando a Autoridade da Concorrência acusou as três operadoras e a Accenture de restringirem a concorrência ao combinarem a introdução de 30 segundos de publicidade no acesso a gravações automáticas de conteúdos televisivos.
Embora o comunicado mais recente não identifique diretamente as empresas sancionadas, a decisão refere-se ao processo iniciado há mais de três anos e que envolveu a MEO, a NOS, a Vodafone e a consultora Accenture.
A AdC considera que a prática lesou os consumidores ao eliminar diferenças relevantes entre operadores num serviço amplamente utilizado pelos clientes de televisão por subscrição, reduzindo os incentivos à concorrência e à inovação no setor.



