A construtora DST Group vai avançar com a construção de uma residência colaborativa em Barcelos composta por cerca de 200 habitações destinadas ao arrendamento jovem, com rendas que não deverão ultrapassar os 400 euros mensais.
O anúncio foi feito pelo CEO do grupo, José Teixeira, à margem de uma conferência dedicada aos modelos de habitação cooperativa e colaborativa. Segundo o responsável, a implementação do projeto deverá arrancar ainda este ano.
A iniciativa assenta num modelo de construção industrializada, com apartamentos de aproximadamente 40 metros quadrados, integrados num conceito de habitação colaborativa com espaços comuns partilhados.
“Queremos responder àqueles que precisam”, afirmou José Teixeira, referindo-se sobretudo aos jovens trabalhadores que pretendem sair da casa dos pais, mas enfrentam dificuldades no acesso à habitação devido aos preços elevados do mercado.
O responsável explicou que a empresa pretende disponibilizar habitação acessível sem abdicar da qualidade arquitetónica e funcional dos edifícios. “São casas baratas, mas com desenho. Acreditamos que a beleza é essencial neste processo”, sublinhou.
As habitações serão integralmente produzidas em fábrica, permitindo não só uma maior rapidez de construção, mas também a possibilidade de desmontagem e reinstalação noutros locais, caso necessário.
A estratégia da empresa passa por não comercializar os imóveis, apostando exclusivamente no mercado de arrendamento acessível. O grupo prevê ainda expandir este modelo para outras regiões do país e, numa fase posterior, para mercados internacionais.
Durante a intervenção, José Teixeira criticou algumas exigências previstas na legislação da construção, defendendo que o contexto atual exige soluções mais pequenas, funcionais e economicamente sustentáveis.
O empresário adiantou ainda que o Governo prepara nova legislação destinada a incentivar a construção industrializada, medida que considera importante para simplificar processos de licenciamento e acelerar respostas à crise habitacional.



