O crédito à habitação atingiu um novo máximo histórico no último ano, impulsionado sobretudo pela procura dos jovens até aos 35 anos. De acordo com dados do Banco de Portugal, a que o Jornal de Notícias teve acesso, os bancos concederam mais de 23 mil milhões de euros em novos empréstimos para compra de casa.
Este montante representa um crescimento de quase seis mil milhões de euros face a 2024, traduzindo-se no valor mais elevado registado nos últimos 12 anos.
Segundo os mesmos dados, os jovens foram determinantes para este desempenho, sendo “responsáveis por cerca de 60% do montante dos novos contratos destinados a habitação própria permanente”. A evolução confirma uma inversão da tendência observada nos anos anteriores, marcados por menor acesso ao crédito e adiamento da compra de casa por parte das faixas etárias mais novas.
Entre os principais fatores que explicam esta subida estão as medidas de apoio público à aquisição de habitação, nomeadamente a isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) para jovens e a criação da Garantia do Estado no crédito à habitação. Estas iniciativas terão sido decisivas para viabilizar cerca de 60% dos novos contratos celebrados neste segmento.
Os números agora divulgados revelam, assim, um aumento significativo do peso dos jovens no mercado do crédito à habitação, num contexto em que os preços das casas continuam elevados e a oferta permanece limitada nas principais áreas urbanas.



