O Parlamento decidiu reagendar o debate com o primeiro-ministro para sexta-feira, às 10h00, na sequência da situação meteorológica adversa nas regiões Norte e Centro. Nenhum partido se opôs ao adiamento, embora a Iniciativa Liberal defendesse que deveria ser marcado apenas para a próxima semana.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro, inicialmente previsto para esta semana, foi adiado para a próxima sexta-feira, às 10h00, na Assembleia da República, na sequência do agravamento da situação meteorológica nas regiões Norte e Centro de Portugal continental.
A decisão foi tomada após consulta do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, aos membros da conferência de líderes parlamentares. Segundo fonte parlamentar, nenhum partido se opôs formalmente ao reagendamento do debate, que já consta do site oficial do Parlamento.
As movimentações para o adiamento tinham sido confirmadas durante a manhã pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, à Antena 1, referindo que a situação meteorológica justificava a alteração da agenda parlamentar.
Apesar do consenso quanto ao adiamento, a Iniciativa Liberal manifestou reservas quanto à nova data escolhida. Em conferência de imprensa, a líder parlamentar Mariana Leitão defendeu que o debate deveria ser marcado apenas para a próxima semana, por considerar que a situação poderá não estar estabilizada até sexta-feira.
“Não há nenhuma garantia de que nas próximas 48 horas a situação esteja menos complicada do que atualmente”, afirmou Mariana Leitão, sublinhando a necessidade de o primeiro-ministro acompanhar de perto a evolução dos acontecimentos no terreno.
A dirigente da Iniciativa Liberal referiu ainda que, acumulando agora a tutela do Ministério da Administração Interna, Luís Montenegro deverá estar focado na coordenação das autoridades e dos meios de proteção civil, sobretudo face ao risco de colapso de diques do rio Mondego, em Coimbra.
O debate quinzenal, instrumento central de fiscalização política ao Governo, será assim realizado em data posterior, num contexto ainda marcado pela resposta às consequências do mau tempo e pela recente demissão da ministra da Administração Interna.



