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Debate-se em São Vicente como desentupir o nó de Ínfias

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«Desatar o nó. Diagnósticos e perspectivas». É este o tema da sessão pública que decorre, esta segunda-feira, pelas 11h00, no centro cívico da freguesia de São Vicente, em Braga, e que visa analisar as possíveis soluções para o trânsito no Nó de Ínfias.

O convite não explica quais serão os oradores, mas será normal que esteja presente o vice-presidente da Câmara, Firmino Marques.

O Município tem, a montante, a construção (ou conclusão) de duas novas vias rápidas. Vão retirar milhares de carros da cidade e ajudar a desentupir o nó de Ínfias, o principal cancro rodoviário de Braga. A primeira, em fase de conclusão de um troço com mil metros, foi lançada pelos promotores do centro comercial Nova Arcada e ligará a Variante do Cávado à estrada entre Braga e Prado. Cerca de três quilómetros de extensão. A partir daqui, a Câmara pensa vir a assumir a construção de uma outra, com dez quilómetros e perfil de auto-estrada, que a conecta a Ferreiros e a Celeirós, no extremo norte da urbe, junto às ligações para Famalicão, Porto, Guimarães e Barcelos.

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»DESENGARRAFAR»

O vice-presidente da Câmara, Firmino Marques, revelou, em 2018 ao Vilaverdense/PressMinho que “os veículos que querem ir para a zona sudeste de Braga ou para Vila Verde deixam de entrar na cidade e de a engarrafar”, na zona da Central de Camionagem, e, sobretudo, no nó de Ínfias, o verdadeiro cancro rodoviário da cidade. Nas horas de ponta, a fila à entrada de Braga pelo túnel da estação ferroviária atinge, por vezes, alguns quilómetros, obrigando a mais de 20 minutos de para/arranca.

O autarca salientou que a conexão do centro comercial à estrada de Prado é paga pelo privado, o que resulta do acordo celebrado com o Município e a empresa do extinto grupo Dolce Vita, aquando da sua construção. A parte restante, até Celeirós, é assumida pela Autarquia, estando em estudo o seu financiamento por fundos comunitários e por verbas das Infraestruturas de Portugal.

Os estudos técnicos, que incluem o levantamento dos terrenos a expropriar, estão a ser ultimados. Firmino Marques, que tutela o departamento de obras, adiantou que estão em estudo várias soluções para melhorar a fluidez do trânsito, nomeadamente para o Nó de Ínfias.

Neste caso, qualquer intervenção passa pelas InfraEstruturas de Portugal, que ainda não desatou o «engarrafamento jurídico» criado, há mais de 20 anos, com os proprietários expropriados na zona. Que está no Tribunal Administrativo.

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