As famílias com crédito à habitação de taxa variável deverão voltar a enfrentar um aumento das prestações já em agosto. O alerta é da DECO PROteste, que antecipa uma nova pressão sobre os orçamentos familiares devido à evolução da Euribor.
Quem tem o contrato de crédito sujeito a revisão da taxa de juro em julho poderá já sentir um agravamento da prestação mensal. Para os contratos cuja revisão ocorre em agosto, a associação de defesa do consumidor prevê novos aumentos, caso se mantenha a atual tendência de subida das taxas Euribor.
Segundo as simulações da DECO PROteste, num empréstimo de 150 mil euros, com prazo de 30 anos e um spread de 1%, os contratos indexados à Euribor a três meses poderão registar um aumento mensal entre 15 e 20 euros.
Nos contratos indexados à Euribor a seis meses — a modalidade mais utilizada em Portugal — a prestação poderá subir até 40 euros por mês. Já nos créditos com revisão anual, o agravamento poderá rondar os 60 euros mensais.
A associação alerta que a evolução das prestações continuará dependente do comportamento das taxas de juro nos próximos meses. O cenário poderá tornar-se mais exigente caso persistam as incertezas geopolíticas, nomeadamente relacionadas com o conflito no Médio Oriente, e se o Banco Central Europeu (BCE) optar por novos aumentos das taxas diretoras até ao final do ano.
Perante este contexto, a DECO PROteste recomenda às famílias que acompanhem a evolução do crédito e avaliem soluções para reduzir o impacto da subida das prestações, sobretudo nos casos em que o aumento represente um esforço acrescido para o orçamento familiar.



